.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Após revelações, deputado protocola pedido de impeachment de Temer


Resultado de imagem para dep Alessandro Molon


O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou nesta quarta-feira (17) o pedido de impeachment do presidente Michel Temer, na Secretaria-Geral da Câmara. O pedido vem depois das revelações da delação do empresário Joesley Batista, da JBS. Ele gravou áudio de Temer dando aval para que o empresário seguisse pagando pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). 
Deputados e senadores afirmaram que Temer deve ser removido do cargo caso o áudio seja autêntico. "Se isso é verdade, a gravação tem de ser verificada, mas isso incinera o governo, a reforma da Previdência. (Tem de ter) o impeachment imediatamente, fica insustentável. O processo tem de tramitar, mas é inexorável", disse Afonso Florence (PT-BA). 


"Ou se faz isso de abrir o impeachment ou não se faz mais nada no país", afirma José Guimarães (PT-CE).
Denúncia
Para Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (empresa qu controla a JBS). Depois, ele foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava pagando uma mesada para Cunha e Lúcio Funaro na prisão para ficarem calados. Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". 
Já em relação a Aécio, o dinheiro pedido foi entregue a um primo do tucano, em cena também filmada pela Polícia Federal. O dinheiro foi rastreado e a PF descobriu que o valor foi depositado em uma empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG). 
Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, por conta de uma "dívida de propina" que tinha com peemedebista. Disse também que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.
Segundo o colunista Lauro Jardim, os irmãos confirmaram ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) que suas delações à Procuradoria Geral da República foram feitas de maneira espontânea. Cabe a Fachin homologar as delações. Pelo acordo, os sete delatores da JBS não serão presos nem vão usar tornozeleiras eletrônicas. Uma multa de R$ 225 milhões será paga.
Ações controladas
Segundo a reportagem, essa foi a primeira vez que a Operação Lava Jato fez ações chamadas de "controladas", adiando o flagrante. Diálogos e entrega de dinheiro foram gravados pela PF para fundamentar ainda mais as denúncias. Ao longo do mês de abril, foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propina com cédulas com números de série registrados e informados aos procuradores. 
Guido Mantega
Também em sua delação, Joseley revelou que mantinha contato com o PT, mediado por Guiado Mantega, ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Era com ele que acontecia a negociação de propina a ser paga para petistas e aliados do governo. 
Nos EUA, a JBS já tem um escritório de advocacia para fazer acordo com o Departamento de Justiça. Em terras americanas, o grupo tem 56 fábricas e lidera mercado de suínos, bovinos e frango. 

Correio

Nenhum comentário:

Postar um comentário