O
caso é marcado por irregularidades e é analisado pelo Conselho Nacional
de Justiça (CNJ). A família, que detinha a guarda das crianças,
ingressou com uma ação requerendo a indenização após a reportagem
veiculada pelo programa Fantástico, no dia 14 de outubro de 2012.
A
ação, de acordo com o blog do jornalista Luis Nassif, envolve ainda a
empresa O Boticário, o jornalista baiano José Raimundo e a jornalista
Eleonora Ramos, que fez a denúncia. Segundo o casal que detinha a guarda
das crianças, Eleonora é coordenadora e fundadora do Projeto Proteger,
trabalha no Cedeca-BA, que recebe dinheiro do Projeto Criança Esperança,
apoiado pela Rede Globo de Televisão.
As
crianças viviam em situação de risco e foram colocadas em um lar
substituto, por medida de segurança, a pedido do Ministério Público da
Bahia (MP-BA), e deferida pelo juiz Vitor Bizerra, que foi afastado pelo
CNJ posteriormente para ser investigado. No processo, José Raimundo é
acusado de quebra de sigilo processual, por ter mostrado em rede
nacional o processo de guarda de menor, que é sigiloso.
Os
autores da ação alegaram que foram acusados de forma sensacionalista de
traficar crianças, sem ter o mesmo espaço para direito de resposta. O
casal ainda pediu a aplicação de uma multa de R$ 144 milhões destinados à
criação e veiculação de campanha publicitária nacional, “visando
restabelecer a credibilidade do Instituto da Adoção” (Informações do
G1).

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