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Com passagens aéreas 52% mais caras, baianos voltam a viajar de ônibus

 




A disparada no preço das passagens aéreas, que já acumulam alta de 52% em um ano, está forçando o baiano a viajar mais de ônibus. Enquanto voar ficou impraticável para muita gente, as passagens rodoviárias subiram apenas 7%, criando um abismo financeiro entre os dois transportes. Os dados são do Índice IPCA do IBGE cruzados com o Índice do Rodoviário ClickBus, elaborada pela Fipe. A diferença empurrou os passageiros de volta às rodoviárias da Bahia para conseguir garantir as férias e escapar do aperto no bolso.

Esse cenário ganha ainda mais força na Bahia e em todo o Nordeste, onde a malha rodoviária conecta rapidamente grandes polos turísticos. Com os bilhetes aéreos proibitivos, muitos passageiros de Salvador passaram a substituir os voos tradicionais por viagens de ônibus interestaduais rumo a destinos populares como Aracaju, Maceió, Recife e Fortaleza.

Nordeste registra um dos menores reajustes do país

O comportamento das tarifas de ônibus ajuda a explicar a migração dos passageiros. Durante o primeiro semestre de 2026, as passagens de ônibus no Nordeste subiram em média 4,4%. O índice ficou bem abaixo dos reajustes registrados em outras regiões populosas, como o Sudeste (8,2%) e o Centro-Oeste (10,2%), apenas a região Sul teve uma variação menor, de 1,9%.


A disparada no preço das passagens aéreas, que já acumulam alta de 52% em um ano, está forçando o baiano a viajar mais de ônibus. Enquanto voar ficou impraticável para muita gente, as passagens rodoviárias subiram apenas 7%, criando um abismo financeiro entre os dois transportes. Os dados são do Índice IPCA do IBGE cruzados com o Índice do Rodoviário ClickBus, elaborada pela Fipe. A diferença empurrou os passageiros de volta às rodoviárias da Bahia para conseguir garantir as férias e escapar do aperto no bolso.



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Brasil tem 9 aeroportos entre os 20 melhores do mundo




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O terminal de Fortaleza se destacou como o aeroporto brasileiro mais bem colocado na edição de 2026 do ranking AirHelp Score. por wikimedia commons

Esse cenário ganha ainda mais força na Bahia e em todo o Nordeste, onde a malha rodoviária conecta rapidamente grandes polos turísticos. Com os bilhetes aéreos proibitivos, muitos passageiros de Salvador passaram a substituir os voos tradicionais por viagens de ônibus interestaduais rumo a destinos populares como Aracaju, Maceió, Recife e Fortaleza.


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Nordeste registra um dos menores reajustes do país

O comportamento das tarifas de ônibus ajuda a explicar a migração dos passageiros. Durante o primeiro semestre de 2026, as passagens de ônibus no Nordeste subiram em média 4,4%. O índice ficou bem abaixo dos reajustes registrados em outras regiões populosas, como o Sudeste (8,2%) e o Centro-Oeste (10,2%), apenas a região Sul teve uma variação menor, de 1,9%.



Essa estabilidade de preços no mercado de transporte terrestre nordestino favorece quem planeja viagens familiares, turismo regional ou precisa se deslocar a trabalho entre os estados vizinhos sem comprometer o orçamento.


Viagens de longa distância ficaram mais baratas de ônibus

O levantamento da Fipe traz um dado surpreendente. As viagens de ônibus em trajetos longos (superiores a 400 quilômetros), que disputam espaço diretamente com as companhias aéreas, registraram uma queda média de 5,8% nas tarifas no primeiro semestre.



Para quem embarca no Terminal Rodoviário de Salvador com destino a capitais mais distantes da região, essa redução tarifária neutralizou o impacto do tempo de viagem maior nas estradas. Em contrapartida, as viagens curtas (de até 100 quilômetros) registraram alta média de 10,1%, impulsionadas pela forte demanda de deslocamentos intermunicipais diários no interior do estado.


Querosene de aviação e cenário geopolítico internacional explicam voos mais caros

A escalada nos preços das passagens de avião é explicada, em grande parte, pelo encarecimento do querosene de aviação (QAV). As instabilidades geopolíticas no Oriente Médio ao longo do primeiro semestre de 2026 mantiveram o preço internacional do petróleo pressionado. Como o combustível representa a maior fatia dos custos das empresas de aviação, o aumento acabou sendo repassado para o consumidor final, acumulando alta de 23,1% nos voos apenas na primeira metade do ano.


No setor de transportes terrestres, embora o óleo diesel também tenha acumulado alta de 8,5% no período, as empresas de ônibus interestaduais e intermunicipais conseguiram absorver a maior parte desse custo operacional extra, reduzindo a necessidade de reajustes pesados nas passagens oferecidas aos passageiros.



Mudança de hábitos veio para ficar

A distância entre os custos dos dois meios de transporte reflete uma tendência de longo prazo. Desde o início da série histórica do índice da Fipe, em dezembro de 2017, as passagens de ônibus acumulam uma alta de 59,8%, enquanto os bilhetes aéreos dispararam 80,9%.


Para quem viaja a partir da Bahia, o planejamento de feriados prolongados e períodos de férias passa a exigir contas na ponta do lápis. Com a economia gerada na troca do aeroporto pela rodoviária chegando a cobrir os custos de hospedagem e alimentação no destino final, o transporte rodoviário reconquista seu espaço como o principal motor do turismo dentro da região Nordeste.

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