Larissa Manoela conquistou uma nova vitória na disputa judicial contra sua antiga gravadora, a Deck Produções Artísticas Ltda. A Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão que autoriza a atriz a encerrar um contrato firmado quando ela ainda era criança e que previa vínculo por tempo indeterminado.
O acordo foi assinado em 2012, quando Larissa tinha apenas 11 anos, por intermédio de seus pais. Já adulta, a artista recorreu à Justiça para colocar fim ao vínculo e, em abril de 2025, obteve uma decisão favorável em primeira instância, garantindo o direito de romper o contrato.
A gravadora apresentou recurso, mas os desembargadores decidiram manter o entendimento anterior em favor de Larissa Manoela. A decisão também reconheceu que as produções realizadas pela atriz durante o período contratual pertencem a ela, reforçando seus direitos sobre o material produzido ao longo da parceria.
RALAÇÃO CONTURBADA COM A FAMÍLIA
Desde 2023 que a atriz rompeu relação profissional com os pais, Silvana Taques e Gilberto Elias. A atriz não estava satisfeita com a condução de seus negócios e decidiu tomar as rédeas da própria carreira, o que desagradou a família. O casal cuidava dos contratos dela a partir de três empresas, e Larissa detalhou ao programa dominical da TV Globo o que descobriu acerca da composição societária das firmas e de certas cláusulas que a fizeram tomar a atitude de não mais contar com os familiares na administração de seus negócios.
Com o fim da parceria a atriz deixou R$ 18 milhões com os pais no que disse ser o momento mais difícil da vida
O QUE DEIXOU A ATRIZ CONTRARIADA
Larissa Manoela era sócia de três empresas, uma delas chamada Dalari, aberta por Silvana e Gilberto em outubro de 2014, quando a atriz tinha apenas 13 anos. É pela Dalari que passava grande volume dos contratos da artista e está a maioria do patrimônio que ela adquiriu em 18 anos de trabalho.
Os pais contaram à filha que cada um dos três tinha partes iguais na empresa: 33,33%. Mas quando Larissa procurou contadores descobriu que ela era dona de apenas 2% de participação.
Cláusula abusiva
Numa segunda empresa, de acordo a atriz, ela era a única dona. Porém, havia uma cláusula que dava aos seus pais plenos poderes para fazer negociações sem autorização dela.
“Eu era a única sócia, mas eles eram 100% administradores dessa empresa. Por isso que eu era só comunicada. Eles podiam decidir, assinar e se comprometer por mim”, disse a atriz.
Numa teceira empresa, dividida em três partes iguais e criada em maio de 2022, a ideia era reunir todo o patrimônio da primeira empresa, mas Larissa disse que isso nunca aconteceu de fato.
Tentativa de acordo
Com uma própria equipe de advogados, Larissa Manoela se reuniu com os pais em março deste ano para chegar a um acordo em relação à primeira empresa. Primeiro, ela propôs 60% para ela, 40% para os pais. Eles pediram o contrário. Depois, chegou-se ao valor de meio a meio, mas eles queriam 6% dos ganhos de Larissa pelos próximos dez anos. Ela não aceitou e tirou os dois da administração da empresa individual. Desde então ela começou a renegociar os contratos feitos com a Dalari para levá-los para a empresa em que ela passou a gerir sua carreira.


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