O piloto de helicóptero Odailton de Oliveira Silva, conhecido como Dato de Oliveira, morreu nesta terça-feira (19) após ser baleado na cabeça durante um assalto na Zona Oeste de São Paulo.
Câmeras de segurança flagraram o momento do assalto em que o piloto foi baleado, mesmo sem reagir.
O profissional ficou conhecido nacionalmente por comandar o Globocop, helicóptero utilizado pela TV Globo em coberturas jornalísticas aéreas.
Segundo informações divulgadas pelo G1, Dato tinha 77 anos e acumulava cerca de 49 anos de experiência na aviação, atuando tanto com helicópteros quanto com aviões.
De acordo com as investigações, o piloto dirigia pela Avenida do Rio Pequeno, no bairro Butantã, quando foi abordado por um criminoso em uma motocicleta.
Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que o suspeito anuncia o assalto e atira contra a vítima. Após o disparo, Dato perdeu o controle do veículo e colidiu contra um ônibus.
O piloto chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, crime caracterizado como roubo seguido de morte. Até a última atualização da ocorrência, o suspeito não havia sido identificado.
Carreira marcou a aviação jornalística no Brasil
Dato de Oliveira construiu uma trajetória reconhecida no setor aéreo brasileiro, principalmente pelas operações realizadas no jornalismo televisivo.
Além das coberturas aéreas realizadas pela TV Globo, ele também participou de produções de cinema, operações especiais e reportagens ao longo da carreira.
Em 2010, foi um dos primeiros pilotos a chegar ao local da queda do helicóptero da TV Record, no Jockey Club de São Paulo, ajudando no resgate das vítimas.
Já em 2002, viveu um episódio de grande repercussão ao ser rendido por criminosos e obrigado a pilotar um helicóptero em uma tentativa de resgate de detentos de um presídio em Guarulhos.
Livro reuniu histórias da carreira
Em 2011, o piloto lançou o livro “Voar é a Segunda Melhor Coisa do Mundo”, no qual reuniu relatos e experiências acumuladas ao longo das décadas na aviação.
A obra também trouxe reflexões pessoais sobre a profissão e a própria trajetória.
Em um dos trechos do livro, Dato escreveu sobre como gostaria de ser lembrado após a morte.
“Espero ser visto pela foto e lembrado pelos momentos”, registrou o piloto.
A morte provocou repercussão entre profissionais da aviação e colegas do jornalismo, que destacaram o legado deixado por Dato de Oliveira na aviação brasileira.

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