Dólar acima de R$ 4 vira motivo de piada nas redes sociais; veja memes


Após o dólar atingir pela primeira vez na história do Real a cotação de R$ 4 nesta terça-feira (22), vários memes surgiram nas redes sociais. "Até o dólar chegou a quatro reais e você aí sem chegar em lugar nenhum", brincou um usuário. 
O dólar comercial subiu R$ 0,073 (1,83%) e encerrou esta terça-feira (22) vendido a R$ 4,054. O recorde anterior correspondia a 10 de outubro de 2002, quando a cotação tinha fechado em R$ 3,99.
De montagens a publicações engraçadas no Twitter, o valor do dólar garantiu a diversão de muitas pessoas. Confira alguns dos memes:

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução/Twitter)
(Foto: Reprodução/Twitter)
(Foto: Reprodução)
(Foto: reprodução/Twitter)
(Foto: Reprodução/Twitter)
(Foto: Reprodução/Twitter)
(Foto: Reprodução/Twitter)

Correio

BANDIDOS ASSALTAM MERCADO EM MORRO DO CHAPÉU E CAUSA GRAVE ACIDENTE DURANTE FUGA. UM MORRE






22/09/15- Na manhã desta terça-feira, três assaltantes em fuga provocaram um grave acidente na BA 052,  próximo a cidade de João Dourado. Segundo a polícia, o trio assaltou um Mercadinho localizado no Bairro Alto da Chapada, em cidade de Morro do Chapéu. Após a ação eles fugiram em um FIAT Doblô de um vendedor que estava estacionado na frente do supermercado. Eles partiram sentido a cidade de Irecê. A PM foi acionada e conseguiu localizar o veículo durante a fuga. Houve perseguição e , próximo a cidade de João Dourado, o motorista do Doblô se deparou com um bloqueio policial e tentou escapar retornando pela contra-mão, mas durante a manobra bateu de frente em ou outro veículo que transitava na rodovia, um GM Celta vermelho, licença de Cabrobó/ PE.





Na batida um dos assaltantes ficou preso às ferragens, outro morreu no local e o terceiro foi detido pela polícia. Os ocupantes do Celta foram encaminhados ao Hospital Regional em Irecê. No carro onde estavam os três meliantes os policiais encontraram dois revolveres calibre 32 e uma espingarda calibre 20 municiada. Os assaltantes ainda não foram identificados. O corpo do bandido morto foi encaminhado ao DPT de Irecê. Já o assaltante preso foi apresentado na delegacia de Morro do Chapéu

Emerson Rocha / Bahia Acontece
Fotos: Colaboração watsap


Dia Nacional da luta das pessoas com deficiência






A data foi instituída em 2005 como forma de divulgar a necessidade da inclusão social e de buscar sempre novos caminhos para a inserção das pessoas com deficiência.
No Brasil, de acordo com o IBGE, 14,5% da população tem algum tipo de deficiência. Nosso país possui uma das legislações mais avançadas sobre os direitos das pessoas com deficiência, mas, na prática, poucos direitos são respeitados.
E essa luta é antiga. Além da Constituição de 1988, que assegura o direito à inclusão a essas pessoas, outras leis foram estabelecidas no Brasil em favor da causa. São elas:
Lei 7.853, de 1989, estabelece normas gerais que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência, e sua efetiva integração social;
A Lei nº 9394 de 1996, que delimita as diretrizes e bases da educação nacional;
A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva do MEC – Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, de 2007.
Lei do Passe Livre
Na Bahia, foi aprovada em 10 de abril de 2012, na Assembleia Legislativa da Bahia, a “Lei do Passe Livre”, pela qual ficou estabelecido que pessoas com deficiência física e renda per capita de até um salário mínimo passam a ter o direito à gratuidade no transporte intermunicipal nos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e metroviário. Devem ser disponibilizadas em cada ônibus intermunicipal duas vagas para pessoas com deficiência, que a lei define como “aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial”. O PL 19.585/2011 foi elaborado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Executivo, e aprovado por unanimidade na Alba.
O presidente do legislativo baiano, deputado Marcelo Nilo, faz questão de salientar a relevância desse projeto. “É um dos projetos de lei que mais me orgulho de ter presidido a votação, pois os representantes de diversas entidades me procuraram cobrando projetos que beneficiassem de alguma forma as pessoas com deficiência”, explica. Nilo completa dizendo que “ainda há muito a se fazer para ampliar a inclusão social e profissional dessas pessoas, mas muitos avanços já foram alcançados”. A lei foi sancionada no dia 26 de abril do mesmo ano, pelo então governador Jaques Wagner, passando a valer 90 dias depois. Com a lei foram beneficiadas cerca de 2,6 milhões de pessoas que apresentam algum tipo de deficiência no Estado, o que representa 20% da população baiana, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mercado de Trabalho
Uma iniciativa de sucesso para a inclusão das Pessoas com Deficiência (PcD) no mercado de trabalho, é o ‘Dia D’, que teve início na Bahia em 2013 e depois se estendeu para todo o país. Na data escolhida, algumas unidades do SineBahia realizam esta ação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através da qual diversas empresas disponibilizam vagas de emprego aos trabalhadores com deficiência.
Este ano, no dia 2 de outubro, além da Unidade Central de Salvador, deverão participar as Unidades-Modelo de Itabuna e Jequié, além das cidades de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, no Oeste do Estado.
A ideia é fazer com que essa data seja repetida em outros meses do ano e que as empresas sejam estimuladas a contratar essas pessoas frequentemente e não apenas durante o evento”, diz o secretário do Trabalho e Emprego da Bahia, Álvaro Gomes. Para estimular o empresariado, titular da Setre pretende criar mecanismos que permitam as empresas absorver a mão de obra das Pessoas com Deficiência (PcD) através de incentivos.
A representante da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Tânia Brandão, defende a criação de uma Câmara Técnica para avaliar e identificar os principais interesses das empresas na inserção das PcD. “Assim, poderemos evitar que haja inserções malfeitas”, explica.
Todos os parceiros do ‘Dia D’ são unânimes em afirmar que a legislação de cotas do governo federal de 1991 carece de mudanças, mas valorizam a flexibilização que já houve. A Lei Federal 8.213/91 – ‘Lei de Cotas’ – obriga que as empresas com mais de 100 funcionários incluam em seus quadros pessoas com deficiência ou beneficiário reabilitado no seu quadro de efetivos. Entretanto, apesar de toda a sensibilização junto às empresas, ainda se observa uma grande resistência e preconceito em empregar essa mão de obra.

Jacobina – Homem preso pela Guarda Municipal assume roubo de moto no distrito do Junco


Jacobina - Homem preso pela Guarda Municipal assume roubo de moto no distrito do Junco




Um homem preso pela Guarda Municipal de Jacobina após uma tentativa de homicídio no bairro do Leader, por volta das 11h desta segunda-feira, 21, confessou ter praticado de outro crime na região.

Wilker Cacheado Rodrigues, natural de Feira de Santana, assumiu o roubo de uma motocicleta Honda/CG na região do distrito do Junco, no município de Jacobina. O acusado, de posse de uma arma, assaltou um homem que utilizava a moto para entregar leite. Além da motocicleta, o criminoso também roubou uma quantia em dinheiro.

A motocicleta roubada foi recuperada pela Polícia Militar na madrugada de sábado para domingo, no bairro do Leader.

Wilker foi preso em flagrante pela Guarda Municipal e encaminhado para a sede da 16ª Coorpin, onde foi apresentado ao delegado de Polícia Civil. O criminoso também é acusado de assaltar um ônibus da empresa São Luiz há cerca de três meses, crime pelo qual também responde na justiça.

Jacobina - Homem preso pela Guarda Municipal assume roubo de moto no distrito do Junco

“O nosso trabalho não para, estamos a serviço da população de Jacobina o tempo todo. A nossa maior missão é proteger nossa população contra esse tipo de marginal, que agora está preso e longe das ruas da nossa cidade”, disse o Guarda Municipal Melo.

Jacobina - Homem preso pela Guarda Municipal assume roubo de moto no distrito do Junco

O homem esfaqueado por Wilker será transferido para Salvador, devido a gravidade do ferimento no braço.

O proprietário da motocicleta esteve na delegacia e reconheceu Wilker como o autor do roubo da moto.

Fonte: Jacobina Notícias

IFBA: Prazo final para solicitar isenção parcial no Processo Seletivo 2016 termina nesta sexta-feira (25)


Termina nesta sexta-feira (25) o prazo para solicitar a isenção parcial da taxa de inscrição no Processo Seletivo 2016 do Instituto Federal de Educação, Ciência e tecnologia da Bahia (IFBA).

A isenção parcial é válida para os candidatos interessados em concorrer a uma das vagas dos cursos técnicos e que sejam egressos de escola pública, de acordo com as especificações do edital. Caso esse benefício seja concedido, o valor da taxa de inscrição de R$ 30,00 tem uma redução de 90%, passando para R$ 3,00.

Mais informações – como datas, inscrições e documentação – devem ser obtidas em www.processoseletivo.ifba.edu.br.

Cursos técnicos

O IFBA oferece cursos técnicos subsequente e integrado em 20 cidades da Bahia. Somente no campus Jacobina serão oferecidas 280 vagas para os cursos técnicos em eletromecânica, informática, meio ambiente e mineração.

Para os cursos técnicos subsequentes, com duração média de dois anos, os candidatos devem ter concluído o ensino médio. Em relação aos cursos técnicos integrados, com formação em quatro anos, os candidatos precisam ter o ensino fundamental concluído. Nesses processos seletivos, 100% das vagas terão aplicação de prova de questões objetivas e redação.

Bombeiros atuam no combate a incêndios na Chapada e no Oeste; Em algumas áreas o fogo já foi controlado




As chamas que desde o último dia 11 atingem o Parque Nacional da Chapada Diamantina, que completa 30 anos nesta quinta-feira (17), estão controladas em algumas áreas. O trabalho integrado entre Governo do Estado, através do Programa Bahia Sem Fogo, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio - Governo Federal), órgão gestor do parque, brigadistas voluntários e prefeituras municipais conseguiu controlar as chamas em Mucugê. Alguns focos de incêndio ainda permanecem, nesta quinta-feira, no Vale do Capão e na Serra do Garapá, em Andaraí. Até o momento, a extensão do fogo atingiu o equivalente a 4.900 campos de futebol. 


Para combater o fogo, o governo enviou 23 bombeiros militares de Salvador e Simões Filho e um helicóptero para fazer o transporte da equipe que atua em locais de difícil acesso, como serras e vales. Participam dos trabalhos ainda 30 brigadistas do ICMBio e 20 voluntários. Dois aviões do ICMBio, que ficam na base de operações no Aeroporto de Lençóis, são acionados sempre que necessário para jogar água nos locais onde as chamas atingem maiores proporções.

Bahia sem fogo

De acordo com a coordenadora de fiscalização preventiva de campo do Bahia Sem Fogo, Fabíola Cotrim, o programa, criado em 2007, atua tanto na capacitação da comunidade para atuar como voluntários, quanto na prevenção, combate e monitoramento do fogo. “É importante esse trabalho de integração entre governos do Estado, Federal e municípios. Dessa forma conseguimos ter um alcance maior e controlar essas chamas que costumam aparecer entre os meses de agosto e setembro. O Bahia Sem Fogo envolve os moradores locais que são essenciais nessa ação e recebem cursos da Secretaria do Meio Ambiente para poder atuar como brigadistas”. 

Morador do município de Andaraí, seu Homero Vieira, 59 anos, 30 deles dedicados a apagar focos de incêndio, é um dos brigadistas voluntários mais antigos. “Por conhecer a região, podemos trabalhar durante a noite e madrugada. Esse é o período ideal para atuar porque a radiação diminui e o fogo fica mais baixo”.

Bombeiros atuam desde segunda-feira 

O comandante das ações do Corpo de Bombeiros na Chapada, major Carregosa, explica que a atuação na região começou na segunda-feira (14) e não tem prazo para acabar. “Vamos continuar aqui até que todo o trabalho de rescaldo seja finalizado e tivermos a segurança de que os incêndios foram completamente extintos. Algumas áreas são de difícil acesso, mas, somente nesta quinta-feira, debelamos 18 focos de incêndio em Andaraí”.


Defesa Civil entrega equipamentos

Ainda como parte das ações do Estado na Chapada, a Superintendência de Defesa Civil (Sudec) já enviou cerca de 40 kits de proteção individual para os brigadistas, compostos por bomba costal, botas, mochilas, máscaras, cantis, luvas, calças e meiões. De acordo com o superintendente de Proteção e Defesa Civil da Bahia, Rodrigo Hita, o trabalho da Defesa Civil está articulado com outros órgãos. “Trabalhamos em parceria com a Sema, Inema e Bombeiros oferecendo treinamento aos brigadistas e cursos de reciclagem”.

Oeste do Estado

O Programa Bahia Sem Fogo também está presente nos municípios do oeste baiano, que registraram os primeiros focos de incêndio há 15 dias. Estão na região 63 brigadistas, seis técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e quatro carros da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Duas aeronaves do Estado estão programadas para começar a atuar a partir desta sexta-feira (18). No oeste, os focos de incêndio estão concentrados nas cidades de Muquém do São Francisco, Mansidão, Santa Rita de Cássia, Formosa do Rio Preto, Barreiras, Cotegipe e Luís Eduardo Magalhães.



Bahia Acontece, com Informações 
/GOVBA,  fotos, Mateus Pereira

Polícia recupera carga avaliada em R$ 1,6 milhão em Campo Formoso



16/09/15- Uma carga roubada avaliada em R$ 1,6 milhão foi recuperada pela polícia no município de Campo Formoso.

De acordo com informações da delegacia local, o caminhão que transportava a carga de defensivos agrícolas tinha sido tomado de assalto próximo a Senhor do Bonfim na madrugada de terça-feira (15). Segundo a polícia, seis homens armados em um veículo Gol preto renderam o motorista da empresa, que seguia para Petrolina, em Pernambuco.

O assalto foi denunciado pela seguradora, que ao perceber que o caminhão havia desviado a rota - devido à indicação do GPS -, acionou a polícia e indicou os locais percorridos pelos criminosos.

O motorista da empresa foi feito refém e obrigado a seguir com os bandidos até as proximidades de Campo Formoso, onde foi abandonado. Os assaltantes seguiram com o caminhão roubado para o município, onde um outro veículo de carga esperava pelo grupo; o objetivo era realocar a carga para outro veículo e despistar a polícia.


Ainda de acordo com a delegacia, os policiais conseguiram recuperar a carga, que já estava nesse novo caminhão. Natural de Teresina (PI), Francisco Carlos Cavalcante, 55 anos, que conduzia o caminhão foi autuado em flagrante e segue à disposição da Justiça. Ele não tem passagens policiais.

Outros três suspeitos que estavam no local conseguiram fugir. O caminhão roubado foi encontrado próximo a comunidade de Várzea Grande. De acordo com a polícia, a carga e o veículo recuperados estão na delegacia de Campo Formoso à espera da seguradora.

Bahia Acontece/ Fotos watsap

HOMEM SE ATIRA DE TORRE DE TELEFONIA NA CIDADE DE MIGUEL CALMON.




16/09/15- Um homem de aproximadamente 30 anos, identificado até o momento como Márcio, se jogou de uma torre de telefonia da operadora OI,  localizada na  Rua Renan Oliveira Mota, nos fundos do Colégio CENSC, na cidade de Miguel Calmon. O caso foi confirmado pela Polícia Militar da cidade. Não se sabe ao certo o motivo do rapaz decidir tirar sua vida, no entanto há informações de que supostamente ele sofria de distúrbios mentais. Apesar das tentativas dos policiais em fazer com que ele desistisse do ato, Marcinho da José Cavalcante, como era mais conhecido, acabou se atirando da torre,  de aproximadamente 70 metros,  por volta das 15 horas desta quarta, e morreu no local. Peritos do DPT de Jacobina seguem para a cidade de Miguel Calmon neste momento para recolher o corpo.

Emerson Rocha / Bahia Acontece


Advogado aponta ilegalidade na realização de Leilão de Imóveis em Jacobina







Conforme amplamente divulgado na imprensa, a Prefeitura Municipal de Jacobina/Ba realizará alienação de vários imóveis públicos, na modalidade de leilão, no próximo dia 21 de setembro do corrente ano. Não obstante, temos a convicção de que a alienação destes bens não atende as determinações legais e atenta contra o interesse público. Principalmente a alienação do imóvel denominado Serra da Tabatinga (próximo a Cachoeira do Aníbal), no perímetro urbano do município, com área total de 9.742.07 m², às margens da BR324, que possui escritura de Desapropriação amigável registrada no 1º Oficio de Notas, no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil) reais, conforme passaremos a expor.
A Lei Orgânica do Município dispõe que:
Art. 24 - A alienação de bens municipais, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será sempre precedida de avaliação e obedecerá as seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa e concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:
a) doação, devendo constar do contrato os encargos do donatário, o prazo de seu cumprimento e cláusula de retrocessão sob pena de nulidade do ato;
b) permuta. (g.n.)
Art. 67 - É da competência privativa da Câmara Municipal:
XIV - autorizar, previamente, a alienação de concessão de terras públicas; (g.n.)
Art. 89 - Dependem do voto favorável:
[...]
II - de três quintos dos membros da Câmara a autorização para:
c) alienação de bens imóveis;
Alienar, segundo o dicionário Aurélio seria “transferir para outrem o domínio de”. A modalidade de licitação escolhida pela Administração Municipal foi a de leilão. Nas precisas palavras de Hely Lopes Meirelles “leilão é espécie de licitação utilizável na venda de bens móveis e semoventes (arts. 22, § 5º, e 53) e, em casos especiais, também de imóveis (art. 19, III)”. (g.n.)
A Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), no seu Art. 19 estabelece:
“Art. 19.  Os bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, poderão ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as seguintes regras:
I - avaliação dos bens alienáveis;
II - comprovação da necessidade ou utilidade da alienação;
III - adoção do procedimento licitatório, sob a modalidade de concorrência ou leilão”. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
Com a leitura dos artigos que tratam da matéria podemos chegar à conclusão de que a alienação dos imóveis a ser realizado no dia 21/09/2015 deveria ser realizado na modalidade de concorrência, isto porque a exceção à regra, que está prevista no art. 19 da Lei de Licitações, não se amolda ao presente caso. Reitero, o ato de alienação destes imóveis pela Administração deve ser aprovado pela Câmara Municipal, o que não ocorreu. De igual forma, a modalidade de licitação para realização do ato é a concorrência. O que também não foi observado.
Passemos a análise da existência do interesse público. A administração pública pode até argumentar que há uma grave crise que assola o país e que existe a necessidade de aumentar os recursos financeiros nos cofres municipais para realização dos fins almejados pela administração nas áreas prioritárias de educação e saúde, por exemplo. Contudo, estes motivos tem que ser explicados e bem fundamentados, conforme estabelece a legislação supramencionada.
Vou além. A alienação do imóvel denominado Serra da Tabatinga não pode ser realizada por não atender ao interesse público, bem como não se mostrar justificável o argumento de necessidade de aumentar os recursos municipais. Isto porque, naquela área existe uma fonte de água doce que serve para abastecimento das casas na zona rural do município em tempos de seca e dos colégios municipais quando há falta na rede de abastecimento da embasa.
O Art. 225 da Constituição Federal é um guia para a administração ao informar que devemos defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. E, sem sombra de dúvidas, a água é o nosso maior patrimônio, motivo pelo qual a alienação dos imóveis deve ser revista pela Administração, a fim de que haja a observância das leis e a preservação do interesse público.
Alisson Fontes.

Advogado.
Colunista do Diário da Chapada 

Após 'morar' no aeroporto, ex-menino de rua do DF é aprovado no STF e MP


Ex-menino de rua estuda para concurso da Polícia Civil em biblioteca na Asa Sul (Foto: Isabella Formiga/G1)


15/09/15- O advogado Ismael Batista disse  que teve um "estalo" aos 8 anos, que o fez fugir da casa em que vivia, em Samambaia, no Distrito Federal, para viver no Aeroporto Juscelino Kubitschek. Por quase um ano, ele dormiu no bagageiro do terminal e conviveu com os funcionários como se fossem da própria família. Uma dessas pessoas foi a atendente de uma locadora de carros, cujos pais o adotou e o ajudaram a ser aprovado em concursos no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público.
De família pobre, Batista cresceu em um barraco de madeirite, montado sobre a terra, com a mãe e os dois irmãos, em Ceilândia. "[A casa] era um quadradão. Tinha um banheiro de fossa, um buraquinho para fazer necessidades. O chuveiro era improvisado com latinha de óleo, com um monte de furos", lembra. "Tinha arroz, feijão, nunca passei fome. Se não tinha pão, comia arroz de manhã."
Barracos em rua onde Ismael Batista vivia quando criança (Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)Barracos em rua onde Ismael Batista vivia quando
criança (Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)
O pai foi morto a tiros por usuários de drogas da região. "Ele arrumava confusão com alguns marginais que ficavam fumando maconha na esquina de casa. Tinha aquele sangue nordestino quente, não gostava de bandido de jeito nenhum. E foi jurado de morte." Batista também foi vítima de bala perdida, dentro da própria casa. Atingido de raspão, ele diz que por pouco não ficou tetraplégico.
Com a morte do pai, o advogado se tornou responsável por cuidar dos irmãos mais novos na ausência da mãe. "Aos 5 anos, cuidava do meu irmão de 2 anos. Minha mãe fazia de noite aquele arroz, feijão e carne. Deixava no ponto. Na época não tinha microondas, então ela me ensinou a esquentar no fogão", diz.
A mãe, que até então era dona de casa, trabalhou durante alguns meses na comissaria aérea do aeroporto para sustentar a casa até se casar novamente. "Ela me levou algumas vezes e fiquei fascinado por aquilo." Desde então, passou a dizer à mãe que se tornaria piloto de avião um dia.
Uma das casas em que Ismael viveu com a família (Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)Uma das casas em que Ismael viveu com a família
(Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)
Fuga
Aos 8 anos, Batista foi deixado em casa cuidando dos dois irmãos, à época com 3 e 5 anos. A mãe precisava cuidar da filha recém-nascida que estava internada no hospital. Quando a tia passou para ver as crianças, ele aproveitou a oportunidade para fugir.
"Tenho uma coisa muito assim com Deus, de ter uma noção de que ele está o tempo todo cuidando de mim. E às vezes fazia coisas que nem sabia o porquê", afirma. "Minha mãe é um doce de pessoa. Meu padrasto sempre me respeitou muito. Nunca tive nenhuma razão para fugir de casa. Mas quando minha tia chegou lá em casa, pensei, 'quer saber?". Ele diz ter saído com destino certo: o aeroporto.
Tenho uma coisa muito assim com Deus, de ter uma noção de que ele está o tempo todo cuidando de mim. E às vezes fazia coisas que nem sabia o porquê. Minha mãe é um doce de pessoa. Meu padrasto sempre me respeitou muito. Nunca tive nenhuma razão para fugir de casa. Mas quando minha tia chegou lá em casa, pensei, 'quer saber?"
Ismael Batista
ex-menino de rua
Aos 33 anos, Ismael ainda não sabe explicar a motivação certa para ter abandonado a família. "Talvez a junção disso tudo, de não gostar do lugar em que vivia, um lugar muito pobre, em que tudo era ruim para uma família naquela situação. Pode ser que isso tudo tenha dado um grande estalo. Mas não foi uma coisa planejada", diz.

Embora não soubesse ler, ele havia decorado os números das linhas de transporte coletivo. Com apenas a roupa do corpo e um par de chinelos, tomou o ônibus 394 para o Plano Piloto.
Nova casa 
Deslumbrado com o aeroporto, Batista disse ter passado horas andando e explorando todos os cantos do terminal. "Fiquei só andando e olhando. Passei o resto do dia inteiro andando de um lado para o outro", diz. "Não sei explicar o que era tão fascinante. É coisa de criança. Era um lugar bonito, tinha aviões. Hoje em dia, todo mundo anda de avião. Naquela época, 1991, só andava quem tinha dinheiro, era caríssimo. Tudo era diferente, e para mim aquilo era legal."
No fim do dia, não teve vontade de ir embora. "Quando foi chegando a noite, pensei: ‘acho que vou ficar por aqui. Não quero voltar para casa e preciso arrumar um jeito de dormir." Foi então que ele encontrou o bagageiro do aeroporto. "’É aqui’, pensei. Entrei, medi, vi que sobrava espaço. Voltei lá recentemente e fiquei rindo porque é exatamente igual. Os últimos da direita são maiores. Não precisava de chave, ficava aberto."
Vídeo feito por dois ex-estudantes de jornalismo mostra Batista já adulto retornando ao local em que dormia e entrando no bagageiro (veja acima). Nas primeiras noites, dormiu com os braços para dentro da blusa para se aquecer do frio. Depois, fez amizade com os funcionários do aeroporto e ganhou um cobertor, um travesseiro e uma toalha. Vez ou outra também ganhava almoço. Em pouco tempo, começou a improvisar ‘bicos’ para ganhar o próprio dinheiro empurrando carrinhos dos passageiros.
Bagageiro no aeroporto JK (Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)Bagageiro no aeroporto JK, onde Ismael dormiu
(Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)
Durante o período em que viveu no aeroporto, ele chegou a ser levado duas vezes para um abrigo de menores, mas sempre fugia. Em todo esse tempo, ele nunca telefonou ou manteve contato com a família. Em várias ocasiões, a mãe saiu à procura do filho pelas ruas levando apenas uma foto 3x4.
"Sentia falta da família, mas não via ali os riscos que uma criança que vive na rodoviária veria", diz. "A condição de higiene era diferente que na rodoviária. Não tinha 'bicho' drogado. Era uma situação que imagino que seja muito melhor do que a gente vê as crianças moradores de rua passando hoje. Não me considerava nada, era apenas uma criança que estava ali. Hoje digo, fui morador de rua, fui menino de rua."
Adoção
Após alguns meses vivendo no aeroporto, Batista conheceu a jovem que se tornaria a "irmã adotiva" dele. À época, Andréa Carvalho tinha 19 anos e trabalhava em uma locadora de veículos. "A gente fez amizade. Às vezes eu chegava lá e comprava café da manhã para nós dois. Quando não tinha dinheiro, ela comprava café para mim, e almoço também."
Escondida da mãe, Andréa levava o menino de rua para tomar banho na casa em que viviam, na 406 Sul. Batista descreve a experiência como “aventura” e “sonho”.

“Era tudo bonito. A cama era muito cheirosa, tinha roupa de cama. Fui do lixo para o luxo”, diz. A mãe questionava a filha se alguém havia estado em casa, mas Andréa sempre negava.Tudo mudou após um assalto no aeroporto.

"Alguns marginais pegaram as chaves que ficavam dentro das gavetas dos estandes e levaram os carros do estacionamento. A polícia começou a fazer uma investigação e ficou meio perigoso", diz ele. "Foi então que minha irmã falou: 'Está meio perigoso. Você vai comigo para minha casa, vou apresentar você para minha mãe. Na segunda-feira, imagino que vá estar mais tranquilo, e você volta."
Prédio na Asa Sul onde ele passou a viver com família adotiva (Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)Prédio na Asa Sul onde ele passou a viver com família adotiva (Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)
Batista passou o fim de semana com a família. No domingo, foi à igreja. Na segunda, voltou para o aeroporto. “Minha irmã voltou a trabalhar na segunda e fui junto dela. Não me recordo quantos dias fiquei lá de novo, até a Andréa me procurar para dizer que a mãe dela queria conversar comigo.”
“Quando ela me viu, logo caiu uma lágrima do olho. Começou a chorar, me abraçou, e na sequência lembro que foi só ‘na orelha’. ‘Meu filho, você está vivo! Vem cá, cabra safado, o pau vai comer’. A pancadoria foi feia, o pau foi comendo até em casa.”
Ismael Batista
Foi então que surgiu a proposta de ele ir morar com as duas. “Ela [mãe adotiva] me disse: gostei muito de você. Conversei com a Andréa e queria que você viesse morar com a gente, ver se dá certo. Não é certeza ainda, a gente quer tentar. Mas para isso, tem uma condição. Você tem que voltar para a sua casa, conversar com sua mãe. Se ela concordar, a gente vai lá e conversa com ela para eu pegar a sua guarda.”
“Fiquei morrendo de medo porque sei como a ‘baixinha’ [mãe biológica] é”, diz. “Passei entre seis e oito meses fora de casa. Sabia que quando voltasse o bicho ia comer e não deu outra.”

Batista ri ao se lembrar do momento do reencontro. “Quando ela me viu, logo caiu uma lágrima do olho. Começou a chorar, me abraçou, e na sequência lembro que foi só ‘na orelha’. ‘Meu filho, você está vivo! Vem cá, cabra safado, o pau vai comer’. A pancadaria foi feia, o pau foi comendo até em casa.”
Depois, quando conseguiu conversar sobre a adoção, a mãe foi irredutível. “Ela disse que não. 'Filho meu tem que ficar comigo'”, diz. Foram vários dias até que ela mudasse de ideia. “Até que, mais uma vez, por razões que nem sei explicar, ela acordou um belo dia e falou, ‘cadê?’. Talvez pela oportunidade que ela viu que se abriu.”
Ismael Batista, ex-menino de rua que se tornou técnico no STF (Foto: Isabella Formiga/G1)Ismael Batista, ex-menino de rua que se tornou técnico no STF (Foto: Isabella Formiga/G1)
As duas “mães” se conheceram e conversaram sobre a adoção. “Até hoje elas têm uma boa relação. Minha mãe biológica respeita muito a adotiva e tem muita gratidão, mas elas não têm contato, uma não liga para a outra”, diz.
Novos desafios
Em pouco tempo, Batista estava integrado a uma nova rotina na Asa Sul e aos poucos foi conhecendo também uma parte negativa da mudança. “Querendo ou não, na Samambaia, ou no meio das pessoas que eram meus pares, que tinham uma história de vida parecida com a minha, eu não tinha o sentimento de preconceito”, diz.
Passei bastante por essa questão do preconceito. Tinham professores que tinham preconceito, amigos. Ele se revela de várias formas, no simples fato de uma criança não querer brincar com você por ser negro. Depois, entre um determinado grupinho, descobri que tinham me dado apelido de ‘piva’ [pivete], que é moleque de rua"
Ismael Batista
Ele conta que ouvia comentários maldosos de todos os lados – de professores, vigias, vizinhos e crianças. “Depois, fui estudar em uma escola em que eu era o único negro. Tinha perdido um ano e meio de aula e era o mais velho em uma turma de crianças.”
“Passei bastante por essa questão do preconceito. Tinham professores que tinham preconceito, amigos. Ele se revela de várias formas, no simples fato de uma criança não querer brincar com você por ser negro. Depois, entre um determinado grupinho, descobri que tinham me dado apelido de ‘piva’ [pivete], que é moleque de rua.”
O ex-menino de rua afirma que nunca se deixou abalar pelas agressões e que sabia que estava em uma posição privilegiada. Fez amigos e teve namoradas, mas conta que nunca gostou de estudar.

“Tirava a média nos primeiros três semestres para estudar apenas no último bimestre. Não me arrependo dos meus erros, eles me ajudaram na minha formação humana adulta, e é em razão disso tudo que passei. Mas mudaria esse aspecto, teria aproveitado melhor.”
Vida acadêmica
Batista diz que só começou a se dedicar aos estudos aos 19 anos, para passar no primeiro concurso público. “Estudava 12 horas por dia – de 8h até meio-dia, tirava duas horas para descansar. Voltava às 14h, via um pouco de televisão, jornal, jantava. E às 20h estudava até meia-noite. Eram três turnos.”
Ismael Batista em frente ao STF (Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)Ismael Batista em frente ao STF
(Foto: A Raça de Ismael/Reprodução)
Foi então que se apaixonou pela profissão que seguiria. “Comecei a estudar direito administrativo, constitucional. Não sabia nem o que era alínea, parágrafo. Estudei oito meses e passei em um primeiro concurso para bancário no BRB, aos 22 anos”, diz. “Seis meses depois, fui chamado para técnico no STF.”
Algum tempo depois, Batista foi aprovado para analista no Conselho Nacional do Ministério Público e para outros três concursos públicos. Atualmente, ele estuda para a segunda fase do concurso de delegado de Polícia Civil.

“Você começa a passar, vai passando, e vai adquirindo aquele acúmulo de conhecimento”, diz. “Não sou um cara muito inteligente, sou um cara esforçado. Se eu precisar ler dez vezes, eu vou aprender igual a um gênio.”
O advogado se define como um “aproveitador de oportunidades”. “A maior parte dos meus amigos de Samambaia já morreu. Sempre fui muito esperto e ia acabar usando essa esperteza para alguma coisa que talvez não fosse boa”, diz.

"É uma antítese entre o malex do aeroporto e uma mesa de servidor do Supremo, que já me fez chorar muito. É uma junção de bênção, que se chama de sorte, com também aproveitamento de oportunidades.”