Rui Costa entrega obras nas áreas de saúde, infraestrutura e segurança em Capim Grosso


Mais uma importante ferramenta passa a auxiliar o trabalho das polícias Civil e Militar no município de Capim Grosso, na região centro norte, a 275 quilômetros de Salvador. Inaugurado no ano passado, pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança (SSP), o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) recebeu, neste sábado (26), instaladas em pontos estratégicos da cidade, em especial, os de grande fluxo.
O governador Rui Costa, acompanhado de autoridades, entre elas, o senador Otto Alencar, esteve na cidade para inaugurar o novo serviço. "O monitoramento na minha opinião é um elemento fundamental para a segurança pública. Quando as pessoas sabem que num determinado local têm câmeras 24 horas por dia, isso intimida quem quer fazer coisa errada, no trânsito ou o próprio comportamento das pessoas. Se alguém vier a fazer algo errado, a câmera terá filmado e isso facilitará a polícia na prisão dessas pessoas, além de servir como elemento de prova para a Justiça e possível condenação daqueles que cometeram atos ilícitos".
Também em parceria com o município, o governo estadual, por meio do Programa de Inclusão e Desenvolvimento Socioeconômico da Bahia, pavimentou vias com paralelepípedos. Para Iêda Oliveira, moradora do bairro São Luís, um das beneficiadas, a obra significa menos poeira no período da estiagem e o fim da lama. "Se fosse na terra, seria mais difícil pra gente andar. Muito buraco, no tempo de chuva muita lama. Bom para os pedestres e também para os moradores". O bairro Jardim Formosa e o Km 2 também receberam obras de calçamento.
Saúde e Educação
Os moradores da comunidade de Peixe, zona rural da cidade, também foram contemplados com investimento na área da saúde. Uma Unidade de Saúde da Família (USF), foi inaugurada com a presença do governador. Médico, enfermeira, dentista, agentes de saúde e técnicos de enfermagem, que compõem a equipe da unidade, localizada às margens da BR 324, já estão à disposição dos pacientes. Rui também visitou as obras do estádio municipal, no bairro São Luís, e conferiu o resultado das obras de pavimentação.
Durante a visita do governador a Capim Grosso, foi inaugurada também a nova sede do Núcleo de Atendimento Especial na perspectiva Inclusiva (Naepi), no bairro de Planaltino. No local, 140 crianças e adultos especiais, todos estudantes da rede pública de ensino, participam de atividades educativas, psicológicas, psiquiátricas. De acordo com a professora de braile, Suzan Lima, "são atendidas pessoas com síndrome de down, autistas, deficientes visuais, portadores de deficiência física, motora, entre outras".
Em seguida, Rui visitou a Escola Municipal Cândida Vilas Boas e inaugurou a Praça Pau Brasil, onde, na companhia do secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, assinou dois convênios do Programa Bahia Produtiva. Sendo um com a Associação Comunitária dos Produtores Rurais do Lagedo e Mucambo e outro com a Cooperativa de Produção da Região Piemonte da Diamantina. Os convênios totalizam R$ 591 mil e contemplam 43 famílias de pequenos agricultores.
"São duas frentes, uma de apicultura, para a construção de uma unidade de beneficiamento do mel, com apoio à base produtiva, beneficiamento e comercialização. A outra é de bovinocultura, para adquirir máquinas semeadeiras e para adubagem de grãos como sorgo e milho, um kit silagem destinada à alimentação animal, um kit de inseminação para melhorar a genética das matrizes, além de assistência técnica", informou Rodrigues.
Secom - Repórter: Jhonatã Gabriel





 

 

Tudo liberado: Após manobra, nova repatriação não veda parentes de políticos

Após manobra, nova repatriação não veda parentes de políticos
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), conseguiu por meio de uma manobra de redação permitir a adesão de parentes de políticos na segunda etapa do programa de repatriação de ativos de brasileiros no exterior, aprovado nesta quarta-feira, pelo plenário do Senado. A medida causou revolta de senadores da oposição, que buscam formas de reverter a medida. Na noite de ontem, os senadores derrubaram os dois artigos que permitiam explicitamente a participação dos familiares de políticos, defendida por Jucá. O dispositivo ficou conhecido entre a oposição como “emenda Cláudia Cruz”, em referência à esposa do deputado cassado Eduardo Cunha. O relator retirou os dois artigos, mas no texto final não há nenhum dispositivo que vede a participação dos parentes dos políticos porque esse trecho foi suprimido pelo relator da parte principal do artigo, que foi aprovado. Como não há nem permissão nem vedação, os parentes vão poder participar da segunda versão do programa de repatriação. Jucá afirmou que só atendeu a um pedido da oposição e que não tem culpa se pediram errado. A oposição já avisou que vai apresentar um recurso para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) inclua no texto a vedação aos parentes dos políticos. Na lei que permitiu a primeira repatriação havia a vedação explícita. “Os efeitos não serão aplicados aos detentores de cargos, empregos e funções públicas de direção ou eletivas, nem ao respectivo cônjuge e aos parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção”, dizia o texto. Já a redação da nova repatriação diz que “a lei não se aplica ao presidente da República, ao vice-presidente, aos senadores, aos deputados Federais, aos governadores, aos vice-governadores, aos deputados estaduais e distritais, aos prefeitos, aos vice-prefeitos e aos vereadores, assim como aos demais agentes públicos, na União, em Estado, no Distrito Federal ou em município, da administração pública direta ou indireta”. O senador Magno Malta (PR-ES) reclamou, em plenário, da manobra.“Ontem tomamos 1×0 do senador Romero Jucá, foi uma bola nas costas. O senador fez um acordo conosco em plenário de que tiraria a emenda que inclui parentes e, hoje de manhã, a gente descobre que nós tomamos uma pernada dele, uma voadora de frente”, disse o senador. “Não sei se existe qualquer tipo de recurso, mas deixo aqui o meu registro de indignação. Falei pessoalmente com Jucá que o que ele fez não foi honesto”, afirmou. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu para que essa história fique no passado. “Isso ficou na sessão de ontem. Temos que olhar para frente, temos uma agenda enorme de votações a cumprir”, minimizou. Segundo interlocutores, Renan estava ciente da manobra. O peemedebista jogou a responsabilidade para a oposição e disse que o destaque deles foi posto de forma “equivocada”. A proposta aprovada nesta quarta é uma retomada do primeiro projeto de repatriação, que terminou em 31 de outubro, mas com algumas modificações. Nessa nova versão do programa, o prazo será reaberto por 120 dias após o decorrer de um mês da publicação da lei. A proposta determina alíquotas de 17,5% de Imposto de Renda mais 17,5% de multa sobre o valor repatriado. Na primeira fase, as alíquotas foram de 15%. A data de referência também mudou em relação ao primeiro programa. Agora, será possível repatriar recursos comprovados até 30 de julho de 2016. Da mesma forma, vale a cotação do dólar para essa data, que segundo Jucá era de 3,20 reais. Anteriormente, a referência era 21 de dezembro de 2014. Pelo texto aprovado, os Estados e municípios receberão 46% das receitas advindas da multa além de 46% sobre os recursos do imposto de renda. A expectativa de arrecadação desta segunda fase, segundo Jucá, é de 30 bilhões de reais. O projeto segue agora para a Câmara. Na primeira fase do programa, encerrada em 31 de outubro, os Estados ficaram com 21,5% do Imposto de Renda arrecadado, o que deu pouco mais de bilhões de reais. Os municípios ficaram com os outros 24,5% ou 4,2 bilhões de reais. A oposição no Senado passou a manhã buscando uma forma de reverter a manobra do líder do governo. A avaliação da assessoria técnica do Senado é que não haveria maneira regimental de modificar o que foi feito. Nesta tarde, o senador José Pimentel (PT-CE) informou em plenário que a oposição irá buscar a derrubada do dispositivo na votação da Câmara. “Ontem foi uma sessão atípica. Todos nós estávamos muito tensionados nessa matéria. É verdade que o nosso destaque pedia a retirada daqueles itens. No entanto, o texto do artigo 11 revogou o artigo anterior nessa redação nova do substitutivo. Vamos enfrentar essa questão na Câmara Federal.” Técnicos do Senado avaliam que as chances de o recurso da oposição à CCJ prosperar são remotas. O mais provável, disseram eles, é que o texto seja modificado em sua tramitação na Câmara. (Estadão Conteúdo)

Projeto do IFBA sobre violência contra mulher inicia produção de exposição fotográfica






A equipe do projeto de extensão “Violência contra a mulher: rompendo o silêncio e empoderando corpos” do Instituto Federal da Bahia (IFBA) iniciou, na tarde de ontem (23), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), localizado no bairro Félix Tomaz, em Jacobina, a produção de fotos que serão exibidas numa exposição a partir de dezembro.

Após planejarem os cenários e a interpretação das voluntárias convidadas, o grupo iniciou o trabalho fotográfico, que além do CEU, retratará como cenário outros espaços da cidade como um bar, uma obra de construção civil e o trânsito.

Conforme a professora do IFBA Gizelda Hengstl, que integra a coordenação do projeto, cada foto representará um tipo de violência, a exemplo de moral, psicológica, física e patrimonial. Ela destacou que nem sempre as mulheres percebem a violência.

Entre as voluntárias fotografadas está a estudante do curso técnico de mineração Laura Santos. “Por incrível que pareça, em pleno século 21 ainda existe violência contra a mulher. É muito importante que se façam eventos e esse tipo de trabalho para mudar a sociedade. É uma situação que pode mudar, tem que mudar”, comentou a discente.

Fotos inspiradas em questionários

As fotos foram inspiradas nos resultados de um questionário respondido por 150 pessoas da comunidade local a partir do final de setembro.

“Os resultados foram surpreendentes pois mostram uma realidade um pouco camuflada em Jacobina. Apesar da Lei Maria da Penha mostrar em sua vigilância que Jacobina é uma das cidades mais violentas da Bahia, quando entrevistamos o público não apareceu isso. Eles colocaram a violência como algo ruim. O discurso é um e a prática é outra literalmente em Jacobina”, afirmou Gizelda.

A docente comentou também que um dos fenômenos desse tipo de violência é que ela ocorre independente da classe social, do nível de instrução e do ambiente vivido. “Entre quatro paredes acontecem coisas absurdas. A própria Lei Maria da Penha nasce de um fato real: um casal com o marido professor universitário e a mulher acadêmica, um nível social que talvez não se esperasse”.

O projeto e o lançamento da exposição

Além de Gizelda e Laura, a equipe também é formada por mais oito alunos do IFBA, a estudante da Universidade do Estado da Bahia Cleane Medeiros e a professora do IFBA Carla Côrte, que é coordenadora e idealizadora do projeto de extensão.

A iniciativa também prevê a exibição de banners para apresentar os dados colhidos a partir dos questionários. O lançamento da exposição de fotos, que será aberta ao público, está prevista para o dia 7 de dezembro. Depois do IFBA, a exposição será levada para outras instituições da região.

O projeto está sendo financiado pelo Edital 01/2016 da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) do IFBA. O resultado, com as propostas vencedoras, foi divulgado no último mês de agosto.


'Há poder feminino e negro ali': mulher que parou polícia nos EUA explica foto icônica

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O momento em que a enfermeira Ieshia Evans, de 35 anos, enfrentou policiais durante um protesto do Black Lives Matter em Baton Rouge, Louisiana (EUA), em julho deste ano, virou um ícone do movimento.
Sua atitude já foi comparada à do anônimo chinês que, em 1989, obstruiu o caminho de uma coluna de tanques a caminho da Praça da Paz Celestial, em Pequim, para reprimir protestos pró-democracia.

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O momento em que a enfermeira Ieshia Evans, de 35 anos, enfrentou policiais durante um protesto do Black Lives Matter em Baton Rouge, Louisiana (EUA), em julho deste ano, virou um ícone do movimento.
Sua atitude já foi comparada à do anônimo chinês que, em 1989, obstruiu o caminho de uma coluna de tanques a caminho da Praça da Paz Celestial, em Pequim, para reprimir protestos pró-democracia.
Agora, lembrando daquele momento, Evans - que é uma das mulheres escolhidas neste ano para o projeto '100 Women' da BBC, que celebra mulheres influentes e inspiradoras do mundo todo - diz ter questionado os policiais.
“Um deles disse ‘você não deve ficar aqui na rua, estamos tentando tirar os manifestantes daqui’ e eu só perguntei ‘então por que estamos aqui?’”, disse à BBC.
Em seguida, ela foi detida pelos policiais e levada à delegacia.
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Mas o momento em que os policiais chegaram até ela foi registrado em uma foto e viralizou nas redes sociais.
“Eu não estava ali há muito tempo antes de me pegarem. Eu fui levada dali para a prisão, onde eu fui fichada e revistada intimamente. Foi degradante”, afirmou à BBC.
Apesar disso, ao ver a foto em retrospectiva, Evans demonstra satisfação. “Eu gosto da foto, há poder feminino ali, há poder negro ali”, disse à BBC.
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"Nossos homens negros podem saber que suas rainhas estão em sua defesa."
Mãe de um filho de 5 anos, Evans disse se preocupar com a segurança de meninos afroamericanos.
"Há muito racismo, eu tenho medo do que pode acontecer a crianças afroamericanas. Se eu tivesse um companheiro, eu temeria pela sua vida também", disse à BBC.

Rui Macedo e mais dois prefeitos tem contas rejeitadas pelo TCM nesta quarta

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Na sessão desta quarta-feira (23/11), o Tribunal de Contas dos Municípios decidiu pela rejeição das contas das Prefeituras de Gandu, Iaçu e Jacobina, nas gestões de Ivo Sampaio Peixoto, Nixon Duarte Muniz Ferreira e Rui Rei Matos Macedo, respectivamente, todas em face da extrapolação do limite máximo de 54% da receita para despesa com pessoal, em descumprimento ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

No município de Gandu, os gastos com pessoal, ao final de 2015 foram alcançaram R$32.510.633,34, que correspondeu a 62,93% da receita corrente líquida, mantendo-se bem acima do limite de 54%. O prefeito Ivo Peixoto foi multado em R$1 mil pelas falhas contidas no relatório técnico e em R$23.040,00, por não ter reconduzido as despesas com pessoal ao limite legal permitido. Também foi determinado o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$459,55, com recursos pessoais, em razão do pagamento indevido de juros e multas por atraso no cumprimento de obrigações junto ao INSS. As contas de Djalma dos Santos Galvão, que ficou no cargo no de período de 01/09 a 30/09, foram aprovadas.

Em Iaçu, o relator do parecer, conselheiro Fernando Vita, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra o prefeito Nixon Ferreira, para que seja apurado eventual ilícito praticado em face da não redução da despesa total com pessoal, que representou 61,47% da receita corrente líquida do município. Pela reincidência na extrapolação do índice de pessoal, o prefeito foi multado em R$54 mil e sofreu uma segunda penalidade, desta vez de R$5 mil, pelas falhas identificadas na análise do relatório técnico. Também foi determinada a restituição aos cofres municipais da quantia de R$2.235,00, com recursos pessoais, pelo pagamento indevido de juros e multas no atraso do cumprimento de obrigações.
O prefeito de Jacobina, Rui Rei Macedo, também sofrerá representação ao Ministério Público Estadual em razão da reincidência na extrapolação dos gastos com pessoal. O conselheiro relator Fernando Vita aplicou duas multas. A primeira no valor de R$10 mil, em razão das falhas e irregularidades identificadas pela equipe técnica na análise das contas, e outra de R$57.600,00, por não ter promovido a recondução da despesa com pessoal ao limite previsto na LRF. Além de descumprir o índice com pessoal, vez que gastou 61,73% da recita corrente líquida do município, o prefeito não realizou o devido recolhimento de multas impostas pelo Tribunal em processos anteriores.
Cabe recurso da decisão.

ASCOM TCM

Torcedora do Internacional, apresentadora chora e detona Argel Fucks: “Despreparado”

Reprodução / Band


A apresentadora da Band, Renata Fan, desabafou durante o programa “Jogo Aberto” nesta terça-feira (22) ao comentar a derrota do Internacional contra o Corinthians. Renata detonou as contratações do Inter na temporada, como o treinador Argel Fucks, que atualmente defende o Vitória.

“‘Na vida os resultados ruins não acontecem num único dia, num único jogo, num único momento. O Inter pediu pra fazer esse tipo de coisa. Contratou um cara despreparado, como o Argel, não era o cara certo, trouxe o Falcão, perdido, outro estilo e mandaram embora com cinco jogos. Trouxeram o Celso Roth, um cara que manchou a história do Inter ao perder o Mundial. Não é que ele perdeu, ele não foi nem pra partida final, então era um cara que simplesmente não deveria voltar pro Inter. Ontem, tava num canal de televisão comentando o jogo do Inter, depois de ter sido demitido, ridiculamente, responsabilizado, jogado pra fora do clube no finalzinho, aí traz um cara que, né, tudo ou nada, é a chance da vida, o cara nunca teve essa chance, tem três jogos, se causasse esse milagre, ótimo, só que milagre é bem difícil de acontecer”, disse.

Em dado momento, a apresentadora chorou e disse que o rebaixamento é praticamente certo. “Gente, eu só vou falar uma coisa: É humilhante. Por quê? Podia chegar aqui hoje e falar: foi um pênalti inexistente, indevido, o Inter perdeu por causa da arbitragem, o que na verdade representa 10% da coisa, porque o Inter não jogou em momento algum pra ganhar. Sabendo que o resultado era necessário, entrou em campo e não deu um, um chute a gol no 1t, nenhum”, falou.

Deputado evangélico quer proibir implante de chips em brasileiros

Deputado evangélico quer proibir implante de chips em brasileiros
A iniciativa do deputado Roberto Lucena (PV/SP) de apresentar um projeto de lei que proíbe a implantação de chips nos brasileiros causou controvérsia. Parte da mídia o acusa de confundir a realidade com “ficção científica”. Pelo fato de ser evangélico, foi questionado se essa ideia seria impulsionada pelas igrejas, uma vez que muitos acreditam que “a marca da besta” possa ser algum mecanismo desse tipo. Em entrevista à Veja, ele esclareceu que tem ciência de um plano, anunciado por Dilma em 2015, que quer unificar os dados de cada cidadão e reuni-lo em um só documento, chamado Registro Civil Nacional (RCN). Segundo o modelo apresentado na época, as informações como números de RG e CPF ficariam armazenadas em cartão com chip, semelhante aos cartões de crédito. “Em alguns países, já se experimenta o implante de chips na pele das pessoas”, disse o deputado. Sua motivação para apresentar esse projeto de lei é o anúncio que em alguns países “estão fazendo o teste e aplicando o microchip em algumas pessoas”. Lembrou o caso da Austrália, onde centenas de pessoas já usam implantes de chip subcutâneo do tamanho de um grão de arroz em caráter experimental. “Nesse microchip estão contidas todas essas informações pessoais. Há ainda senhas bancárias e algumas dessas ferramentas são utilizadas inclusive para a abertura de portas. Isso vai facilitar muito a vida das pessoas”, explica o parlamentar. 
Contudo, ele sabe que a medida que a tecnologia se popularizar, muitas pessoas podem querer utilizá-la. A dificuldade viria no caso de o governo forçar a população. Esse é o teor do projeto de lei apresentado por Lucena. Frisou que “O projeto proíbe a imposição do governo de que todas as pessoas tenham de ter esse chip. Prevê também que o implante facultativo seja autorizado por meio de um referendo popular. Nós estamos falando da possibilidade de o cidadão ser rastreado, ser monitorado”. “Tem de ficar muito claro para a população que o dispositivo vai permitir esse rastreamento. Nós estamos entrando na invasão de privacidade”, insiste, deixando claro que esse é o foco da legislação proposta. “Nós estamos resguardando a liberdade individual, a privacidade do cidadão e o direito dele de não ser monitorado”. Caso seja aprovado no Congresso, a lei impediria, por exemplo, que o governo não poderia, oferecer “algum tipo específico de programa social” para aqueles que aceitassem receber o chip. Pastor da igreja O Brasil para Cristo, Lucena é membro da bancada evangélica, contudo faz questão de explicar que sua motivação não é religiosa. “Eu estou trabalhando na perspectiva de um legislador preocupado com essas coincidências acontecendo”, asseverou.

Ex-governador Sérgio Cabral é preso pela PF na Zona Sul do Rio


Carro leva Sérgio Cabral para a PF (Foto: Reprodução TV GLOBO)

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta (17), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral sob a acusação de cobrança de propina em contratos com o poder público. O ex-governador foi alvo de dois mandados de prisão preventiva, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba.
Além de Cabral, outras nove pessoas tinham sido presas até as 8h15 
A ação investiga o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo Governo do Estado do Rio. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões. Cabral e os outros alvos da ação são suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.
Prisão de Cabral
A polícia chegou à casa de Cabral, no Leblon, Zona Sul do Rio, por volta das 6h. Por volta das 6h50, um carro saiu da garagem do ex-governador, e muitas pessoas que estavam na porta tentaram invadir o local e gritavam pela prisão dele. Para sair do local, a polícia chegou a jogar spray de pimenta.

Supeitas de propina
A investigação teve como ponto de partida as delações de Clóvis Primo e Rogério Numa, executivos da Andrade Gutierrez, feitas no âmbito do inquérito do caso Eletronuclear. Os dois revelaram à força-tarefa da Lava Jato que os executivos das empreiteiras se reuniram no Palácio Guanabara, sede do governo, para tratar da propina e que houve cobrança nos contratos de grandes obras. Só a Carioca Engenharia comprovou o pagamento de mais de R$ 176 milhões em propina para o grupo.
Motivações para os pedidos de prisão
De acordo com a PF, a Operação Calicute foi desencadeada a partir da delação de executivos das construtoras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, sobre cobrança de propina em troca de concessões do poder público para obras como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano. Só a Carioca Engenharia comprovou o pagamento de mais de R$ 176 milhões em propina.
À Operação Lava Jato, os delatores Rogério Nora de Sá e Clóvis Peixoto Primo disseram que Cabral cobrou pagamento de 5% do valor total do contrato para permitir que a construtora Andrade Gutierrez associasse à Odebrecht e à Delta, no consórcio que disputaria a reforma do Maracanã, em 2009. Na época, o ex-governador negou que isso tenha ocorrido.
A Delta pertencia a Fernando Cavendish, amigo de Cabral que foi preso em julho, após o juiz Marcelo Bretas aceitar uma denúncia contra 22 suspeitos de participar de um esquema que desviou R$ 370 milhões dos cofres públicos.
São investigados os crimes de pertencimento à organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, entre outros.
G1

MP-BA SUGERE REVOGAÇÃO DE LEIS QUE AUMENTAM SALÁRIOS DE POLÍTICOS NA BA


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O aumento de salário para os cargos de prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores do município de Guanambi, na região sudoeste da Bahia, foi aprovado em agosto deste ano. Os reajustes, que variam de 18% a 25%, não agradaram a população. Na segunda-feira (14), uma reunião aconteceu na Câmara de Vereadores para discutir uma recomendação do Ministério Público, que sugeriu que as leis sejam revogadas.

MP-BA SUGERE REVOGAÇÃO DE LEIS QUE AUMENTAM SALÁRIOS DE POLÍTICOS NA BA


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O aumento de salário para os cargos de prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores do município de Guanambi, na região sudoeste da Bahia, foi aprovado em agosto deste ano. Os reajustes, que variam de 18% a 25%, não agradaram a população. Na segunda-feira (14), uma reunião aconteceu na Câmara de Vereadores para discutir uma recomendação do Ministério Público, que sugeriu que as leis sejam revogadas.

As leis permitem que os salários do executivo e legislativo municipal sofram reajustes. Nesse caso, vereadores, que recebem em média R$ 8 mil, passariam a ganhar R$ 10 mil. A remuneração do vice-prefeito e dos secretários passaria de R$ 10 mil para R$ 12,5 mil. Já o prefeito, que tem salário de aproximadamente R$ 20 mil, receberia R$ 25 mil a partir do próximo mandato.

Os 15 vereadores do município haviam votado a favor do aumento salarial e os projetos foram encaminhados para a prefeitura, mas como o prefeito não sancionou, nem vetou os projetos no prazo inicial de 15 dias, ele voltou para a Câmara de Vereadores. Lá o projeto foi sancionado pelo vice-presidente Vandilson Medeiros, e publicado no Diário Oficial do Município.

Como nenhuma decisão sobre a revogação das leis foi tomada após a reunião de segunda-feira, um novo encontro foi marcado para a próxima segunda-feira (22). Enquanto aguarda um posicionamento definitivo, a população questiona os reajustes. “O trabalhador, o servidor público, tem por ano um aumento de 5%, ou 4%, por que o vereador teria que ter um aumento de 25%?”, indagou a vendedora Taís Morais.

G1 Bahia