O pastor Gilvan de Jesus Gonçalves, que mantém uma oficina ortopédica em Feira de Santana, perdeu R$ 16 mil em um golpe pela internet. Ele tentava comprar um carro para transportar cadeiras de rodas e outros equipamentos utilizados no trabalho de recuperação de produtos destinados a pessoas com deficiência (PCD).
Em entrevista ao Acorda Cidade, Gilvan contou que o criminoso utilizou inteligência artificial (IA) para imitar a voz de seu cunhado e convencê-lo de que o veículo anunciado estava em boas condições.
Após encontrar o anúncio na internet, a vítima conversou com o suposto vendedor, que pediu o contato de um familiar em Salvador para mostrar o carro. Gilvan forneceu o telefone do cunhado e avisou que ele seria procurado para acompanhar a avaliação do veículo.
O pastor afirmou que conseguiu juntar R$ 20 mil depois de economizar nas despesas e vender alguns bens. O automóvel seria usado para transportar cadeiras de rodas, muletas, camas hospitalares e macas.
Como o golpe foi aplicado
Segundo Gilvan, o criminoso pediu ao cunhado que enviasse mensagens de voz, alegando que não conseguia ler as mensagens escritas. Os áudios teriam sido utilizados para reproduzir a voz do familiar com auxílio de inteligência artificial.
Com a voz clonada, o golpista convenceu Gilvan de que o carro havia sido avaliado por um mecânico e estava aprovado. Em seguida, solicitou documentos pessoais e comprovante de residência, sob a justificativa de adiantar os procedimentos de transferência no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
A vítima realizou uma transferência via Pix e seguiu para Salvador na manhã seguinte. Ao chegar à capital baiana, percebeu que as mensagens haviam sido apagadas e que o suposto vendedor não mantinha mais contato.
“Mas, para mim, eu estava falando com o meu cunhado, mas não era meu cunhado, era o golpista. Fiz o Pix e fui para Salvador pela manhã. Quando eu cheguei lá, peguei um engarrafamento e, quando fui abrir o celular, as mensagens estavam todas apagadas, o meu cunhado já não falava mais. E aí eu vi que foi um golpe”, relatou.
Gilvan procurou a delegacia de Itapuã, em Salvador, para registrar um boletim de ocorrência.
Vítima tentou recuperar o dinheiro
Segundo o pastor, outras cinco pessoas já haviam comparecido à delegacia para denunciar um golpe semelhante. Ele também comunicou o caso ao banco, mas afirmou que não conseguiu recuperar o dinheiro transferido.
VB




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