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Advogada busca justiça sete anos após ser dopada e estuprada durante entrevista de estágio na Bahia

 



Uma advogada baiana busca justiça por um crime que aconteceu há sete anos: ela conta que foi dopada e estuprada por um advogado durante uma entrevista de estágio na Bahia. O caso tramita no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e está há quase quatro anos sem movimentações.

Na época do crime, em outubro de 2019, Marcela Macedo ainda era estudante de Direito e encontrou o advogado Silvio Nei Oliveira da Silva para concorrer a uma vaga de estágio. Após ingerir uma bebida oferecida por ele, ela passou mal e ficou desacordada.

"Lembro que bebi e depois eu comecei a passar muito mal. Fui ao banheiro, vomitei e voltei para a sala dizendo que estava passando mal, e então apaguei. Quando acordei, ele estava limpando uma parede da sala", relembrou.

A advogada questionou o que havia acontecido, mas não teve resposta. Em seguida, ela teve um segundo apagão e só acordou no banheiro da própria casa, com marcas roxas no pescoço. Assustada, ela entrou em contato com o advogado.


"Perguntei por que meu pescoço estava roxo e ele respondeu: 'parece que você está com dúvidas sobre o nosso relacionamento de ontem'. Eu entrei em desespero", contou.

Quando percebeu a gravidado do que havia acontecido, Marcela pediu ajuda para um professor de Direito Penal da faculdade e foi orientada a procurar por outras marcas no corpo. A jovem encontrou marcas roxas nos seios e percebeu que as parte íntimas estavam doloridas.


"Fui entendendo o que havia acontecido e me tentando me preparar para ir até a delegacia", disse.


Advogada busca justiça sete anos após ser dopada e estuprada durante entrevista de estágio na Bahia

Vítima denunciou o crime em 2019, em delegacia de Lauro de Freitas. Caso tramita no Tribunal de Justiça da Bahia e investigado é advogado.

Por g1 BA e TV Bahia


01/09/2026 14h06 Atualizado há 2 horas


Mulher vítima de estupro aguarda há quase 7 anos por justiça na BA

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Uma advogada baiana busca justiça por um crime que aconteceu há sete anos: ela conta que foi dopada e estuprada por um advogado durante uma entrevista de estágio na Bahia. O caso tramita no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e está há quase quatro anos sem movimentações.


Na época do crime, em outubro de 2019, Marcela Macedo ainda era estudante de Direito e encontrou o advogado Silvio Nei Oliveira da Silva para concorrer a uma vaga de estágio. Após ingerir uma bebida oferecida por ele, ela passou mal e ficou desacordada.


"Lembro que bebi e depois eu comecei a passar muito mal. Fui ao banheiro, vomitei e voltei para a sala dizendo que estava passando mal, e então apaguei. Quando acordei, ele estava limpando uma parede da sala", relembrou

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 Caso tramita no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). — Foto: Divulgação

Caso tramita no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). — Foto: Divulgação



A advogada questionou o que havia acontecido, mas não teve resposta. Em seguida, ela teve um segundo apagão e só acordou no banheiro da própria casa, com marcas roxas no pescoço. Assustada, ela entrou em contato com o advogado.


"Perguntei por que meu pescoço estava roxo e ele respondeu: 'parece que você está com dúvidas sobre o nosso relacionamento de ontem'. Eu entrei em desespero", contou.

Quando percebeu a gravidado do que havia acontecido, Marcela pediu ajuda para um professor de Direito Penal da faculdade e foi orientada a procurar por outras marcas no corpo. A jovem encontrou marcas roxas nos seios e percebeu que as parte íntimas estavam doloridas.


"Fui entendendo o que havia acontecido e me tentando me preparar para ir até a delegacia", disse.

Advogada afirma que foi dopada e estuprada durante entrevista de estágio na Bahia — Foto: TV Bahia

Advogada afirma que foi dopada e estuprada durante entrevista de estágio na Bahia — Foto: TV Bahia



Marcela registrou um boletim de ocorrência na delegacia e passou por exame de corpo de delito. O caso foi investigado pela 23ª Delegacia Territorial de Lauro de Freitas.


O advogado chegou a ser preso em outubro de 2019, mas conseguiu liberdade provisória por meio de habeas corpus com determinação do uso de tornozeleira eletrônica. Em novembro, conseguiu o direito de retirar o equipamento e segue respondendo o processo em liberdade. Ele negou ter estuprado a estudante.


A denúncia foi acolhida pela Justiça em julho de 2020. A última audiência do caso ocorreu em 3 de novembro de 2022. Nesta audiência, a juíza responsável determinou a realização de um teste de DNA, que só foi feito após diversas tentativas.


O exame comprovou compatibilidade genética entre o acusado e o material recolhido no exame de corpo de delito da vítima.


O processo segue sem solução desde a última audiência, há cerca de quatro anos. A vítima apontou manobras da defesa do acusado para atrapalhar o andamento do caso.


A produção da TV Bahia tentou contato com o investigado, mas não teve retorno. Como o processo segue em segredo de Justiça, o Tribunal de Justiça da Bahia e a Ordem dos Advogados do Brasil não aceitaram comentar o caso.


G1

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