A advogada Fernanda Oliveira Borges, presa no âmbito da Operação Sintonia de Gravata, foi encontrada inconsciente na madrugada desta quinta-feira (24), na Casa do Albergado e Egresso (CAE), em Salvador, onde está custodiada. A operação que levou à prisão da profissional investiga um suposto esquema de comunicação ilícita entre integrantes de organizações criminosas dentro e fora de presídios da Bahia.
Fernanda tornou-se alvo da investigação após imagens registradas no Presídio Estadual de Segurança Máxima de Serrinha mostrarem a advogada retirando papéis escondidos nas vestimentas durante atendimento a um detento. Segundo os investigadores, os documentos estariam relacionados a atividades criminosas. As acusações ainda estão sob apuração e a investigação segue em andamento.
De acordo com a defesa, Fernanda foi encontrada por volta das 2h e outra advogada que também está custodiada teria prestado os primeiros socorros. Os representantes da profissional alegam que houve demora no atendimento oficial. Posteriormente, Fernanda foi levada, sob escolta, ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por exames. Segundo a defesa, ela não corre risco de morte.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por sua vez, informou que uma custodiada apresentou uma situação de risco à própria integridade física e afirmou que a equipe de plantão interveio imediatamente, preservando sua vida e adotando os protocolos de assistência e avaliação pela equipe de saúde.
OAB-BA cobra providências
No decorrer desta quinta-feira, o caso ganhou novo desdobramento. A OAB-BA cobrou providências da Seap e apontou vulnerabilidades na estrutura onde as advogadas estão custodiadas. A entidade solicitou reforço da segurança, presença permanente de efetivo feminino durante a noite, plano de resposta para emergências e restabelecimento da assistência especializada em saúde mental.
A Ordem também questionou os procedimentos relacionados à administração de medicamentos e afirmou que teria ocorrido uma falha na quarta-feira (23), quando, segundo a entidade, medicação correspondente a vários dias de tratamento teria sido entregue de uma só vez à advogada, sem acompanhamento de equipe de saúde. A OAB ainda pediu esclarecimentos formais à Seap sobre as circunstâncias do episódio e as condições de custódia.
A versão apresentada pela OAB sobre as condições da unidade e a demora no atendimento diverge em alguns pontos da manifestação da Seap, que sustenta que houve intervenção imediata da equipe de plantão.
Calila Notícias



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