O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (6/10), o arquivamento de um pedido de investigação por estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Atualmente, Gaspar é candidato à Vice-Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Gaspar nega e fez um teste de DNA para desmentir as alegações.
A apuração teve início em março deste ano, depois que Alfredo Gaspar foi acusado de estupro pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
O arquivamento da investigação em relação a Alfredo Gaspar foi pedido Procuradoria-Geral da República. No parecer, a PGR apontou contradições nos depoimentos dos envolvidos.
Depois de uma discussão acalorada no Congresso, Soraya e Lindbergh apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal (PF) contra Alfredo Gaspar.
Na peça, os dois acusam o congressista de ter mantido relações sexuais com uma menor de idade que tinha apenas 13 anos à época. A relação teria resultado no nascimento de uma filha, hoje com 8 anos.
A representação, no entanto, não trazia detalhes sobre quem seriam as pessoas envolvidas. Lindbergh disse à época ter enviado os nomes à PF, sob reserva.
No período, Alfredo Gaspar atuava como relator da CPMI da Farra do INSS no Congresso. A notícia de fato de Lindbergh e Soraya foi apresentada após um bate-boca entre os dois na sessão de votação do relatório final da CPMI.
Graças à ação de Lindbergh e de outros integrantes da tropa de choque governista, a CPMI terminou sem a aprovação do relatório final de Gaspar.
Além da investigação principal de estupro, também correm no Supremo outras duas três apurações relacionadas ao caso, para apurar o possível cometimento de crimes como denunciação caluniosa e coação por parte de Lindbergh Farias e Thronicke, e do próprio Gaspar.
do Metrópoles



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