Vanda Maria, 70 anos, que estava na cadeira da frente do ônibus da empresa São Cristóvão, caiu após a batida. O braço da vítima ficou preso no ferro da porta. A maioria dos passageiros reclamava de dores na cabeça e pescoço. Muitos deles sofreram ferimentos na testa e nariz.
O acidente aconteceu em frente à antiga sede de praia do Esporte Clube Vitória, deixando o tráfego bastante congestionado na região. O ônibus da empresa São Cristóvão, de placa JOZ 6670, que fazia linha para Lapa colidiu contra a traseira do veículo da empresa Verdemar, de placa JKW 0054, que fazia linha Rio das Pedras/ Campo Grande.
De acordo com agentes da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), o motorista da empresa Verde Mar, José Lima da Silva, 49 anos, contou que estava parado na sinaleira quando sentiu apenas o impacto.
Já o motorista da empresa São Cristóvão, Wanderley Gomes, informou que o veículo da empresa Verdemar teria feito uma ultrapassagem e, logo em seguida, freado bruscamente, após o sinal ter ficado amarelo. Ele não teve tempo de parar o carro, batendo contra a traseira do veículo. Segundo os agentes, pelas características do acidente, teria faltado atenção por parte do motorista do ônibus da empresa São Cristóvão.
“Apesar da velocidade nesse trecho ser de 70 km, os motoristas precisam ficar atentos em momentos que esteja ocorrendo chuva. Faltou atenção por parte do condutor, já que o outro carro estava parado na sinaleira”, disse um funcionário do órgão. Os veículos foram levados para o pátio da Transalvador para serem periciados.
Com o pescoço imobilizado, a passageira Vera Lucia que estava no coletivo da empresa Verdemar disse que ouviu apenas o barulho da batida. “Fiquei tonta com o impacto. Após o acidente, só dava para ouvir as pessoas gritando e pedindo socorro.
Foi um momento horrível. Por pouco não aconteceu uma tragédia”, disse ela, que aguardava uma ambulância no local para ser encaminhada a uma unidade hospitalar.
A cobradora Marlene Souza, que também reclamava de dor, disse que cobrava a passagem de um rapaz no momento da colisão. Ela informou que após a batida não conseguiu ouvir nem ver mais nada.
“Bati a cabeça no ferro do veículo. Quando percebi, havia muita gente no chão chorando e pedindo socorro. Nunca passei por uma situação dessas”, relatou a cobradora, que também aguardava atendimento do Samu.
TRIBUNA DA BAHIA.
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