
Um tratamento para queimaduras feito no Nordeste brasileiro poderá ajudar as vítimas da explosão em Beirute, no Líbano, que aconteceu na última terça-feira (4). O Projeto Pele de Tilápia, vinculado ao Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), da Universidade Federal do Ceará (UFC), informou nesta quinta-feira (6) que está em condições de enviar todo o estoque de 40 mil centímetros quadrados de pele de tilápia para ajudar no tratamento dos feridos.
O uso do peixe no auxílio a queimaduras foi descoberto pelos pesquisadores em 2015 e, desde então, tem sido usado no Ceará. Agora, os pesquisadores pedem apoio do governo brasileiro para viabilizar a doação, resolvendo os trâmites burocráticos entre os países.
O coordenador do NPDM, professor Odorico de Moraes, informou que o núcleo terá a capacidade também de preparar 2 mil peles de tilápia. Segundo a UFC, essa meta é planejada para o início do próximo ano, para que o material possa servir em casos futuros de vítimas de queimaduras.
De acordo com um dos pesquisadores, o médico Edmar Maciel, essas 2 mil peles equivalerão a curativos de 8 a 10 centímetros por 15 a 20 centímetros, o que representarão, no total, em torno de 250 mil a 300 mil centímetros quadrados de pele de tilápia.
Além de ser utilizada em queimaduras, a pele de tilápia, como biomaterial, tem aplicação em feridas, cirurgias ginecológicas e medicina regenerativa.
As autoridades libanesas contabilizam cerca de 5 mil feridos e mais de 100 mortos na tragédia de Beirute.
VN

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