Falso médico brasileiro é condenado por violar mulheres em Londres
Homem usava diplomas falsos e se dizia ginecologista e psiquiatra.
Um brasileiro que fez se passar por médico ginecologista em Londres foi condenado a cinco anos de prisão, por molestar centenas de mulheres em seu falso consultório, informa o jornal britânico "Daily Mail".
O homem, de 51 anos, foi condenado por ter atacado pelo menos cinco mulheres, mas os investigadores acreditam que centenas podem ter sido molestadas durante sua carreira como charlatão.
Uma das vítimas contou que o falso médico usou uma espátula comumente utilizada em tratamentos cosméticos para examiná-la, enquanto outra disse que ele a informou que não estava grávida após apalpar seus seios.
O brasileiro também teria, segundo a investigação, dito aos pais de três crianças de que elas precisavam de tratamento médico urgente no exterior e convencido as famílias a pagar todas as despesas dele nas viagens.
O falso medico, de acordo com o "Daily Mail", se apresentava como ginecologista, pediatra e psiquiatra a suas vítimas. Além de usar jaleco branco, ele possuía certificados fraudados, um estetoscópio e um microscópio.
Ele fingiu uma doença na tentativa de enganar a justiça na primeira sessão de julgamento, em maio do ano passado. O júri cancelou a sessão após receber uma carta de um médico do brasileiro informando que ele tinha um quadro confuso e era incapaz de responder ao julgamento.
Mudo
O homem, de 51 anos, foi condenado por ter atacado pelo menos cinco mulheres, mas os investigadores acreditam que centenas podem ter sido molestadas durante sua carreira como charlatão.
Uma das vítimas contou que o falso médico usou uma espátula comumente utilizada em tratamentos cosméticos para examiná-la, enquanto outra disse que ele a informou que não estava grávida após apalpar seus seios.
O brasileiro também teria, segundo a investigação, dito aos pais de três crianças de que elas precisavam de tratamento médico urgente no exterior e convencido as famílias a pagar todas as despesas dele nas viagens.
O falso medico, de acordo com o "Daily Mail", se apresentava como ginecologista, pediatra e psiquiatra a suas vítimas. Além de usar jaleco branco, ele possuía certificados fraudados, um estetoscópio e um microscópio.
Ele fingiu uma doença na tentativa de enganar a justiça na primeira sessão de julgamento, em maio do ano passado. O júri cancelou a sessão após receber uma carta de um médico do brasileiro informando que ele tinha um quadro confuso e era incapaz de responder ao julgamento.
Mudo
Subitamente mudo, o falso médico foi internado numa unidade psiquiátrica de Barnet, no norte de Londres, à espera de novo julgamento, mas os psiquiatras descobriram que seu quadro clínico se tratava de uma simulação.
Com os falsos certificados médicos, o golpista conseguiu obter um registro junto a uma associação médica. Nascido no Brasil e pai de um filho, ele possui passaportes português e italiano e por isso não pode ser deportado.
“Seu abuso da confiança que [as vítimas] lhe deram causou em cada uma dessas mulheres constrangimento, humilhação e feridas emocionais que continuam até hoje”, disse o juiz Peter Grobel ao proferir a sentença.
O júri também determinou que o falso médico não poderá mais atuar em nenhum área da saúde.
Segundo a investigação, o golpe durou cerca de dez meses, primeiro na casa do falso médico, em Pinner, nordeste de Londres, e depois numa clínica estética em Whitechapel, oeste da cidade.
Ilegais como vítimas
A procuradora Linda Strudwick afirma que as vítimas eram principalmente brasileiras que estavam em situação ilegal no país e, por isso, não conseguiam atendimento na rede pública.
O falso médico foi descoberto após três mulheres denunciarem ele no Conselho Geral de Medicina. Só então elas souberam que o profissional não era registrado. Na época, ele alegou que as acusações eram falsas.
Ele foi preso num dos falsos consultórios, em Stockwell Road, em 4 de junho de 2010. Durante o julgamento, o brasileiro se defendeu apenas por meio de notas, lidas por um “intérprete”: “Isto é o auge da loucura, um delírio”, escreveu, negando as acusações.
Ele foi condenado por cinco acusações de violência sexual, duas de tentativa de fraude e pela fraude de atuar como médico entre 2009 e 2010.
O defensor Robert Benzynie disse não ter ouvido seu cliente falar durante 10 meses, após os quais ele foi internado para tratamento na instituição psiquiátrica por três meses.
Os investigadores dizem ter ouvido 160 mulheres, mas acreditam que entre 200 e 700 possam ter passado pelos consultórios falsos.
G1

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