sexta-feira, 1 de junho de 2018

Petroleiros encerram greve iniciada na quarta (30) em vários estados


Petroleiros de vários estados encerraram nesta quinta-feira (31) a greve que começou na quarta-feira (30). Mas alguns sindicatos decidiram manter a paralisação até sexta (1º).

A orientação para que os sindicatos suspendessem a greve de 72 horas foi da Federação Única dos Petroleiros. E veio depois que o Tribunal Superior do Trabalho aumentou o valor da multa diária, que seria aplicada aos sindicatos da categoria, de R$ 500 mil para R$ 2 milhões, caso aderissem à paralisação.



A federação afirmou que o objetivo da decisão judicial é criminalizar e inviabilizar os movimentos sociais e sindicais. Na terça-feira (29), antes da paralisação, a ministra Maria de Assis Calsing já tinha considerado a greve abusiva e determinado que os petroleiros permanecessem no trabalho.

A greve foi por mudanças na política de preços dos combustíveis e pelo afastamento de Pedro Parente da presidência da Petrobras. Petroleiros de pelo menos sete estados voltaram ao trabalho já nesta quinta-feira: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Amazonas. Pelo menos em Minas Gerais e em Sergipe, a greve de 72 horas está mantida.

No estado do Rio, dos três sindicatos da categoria, dois interromperam o movimento, o de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e o de Macaé, no norte do estado. Já o Sindipetro Rio decidiu manter a paralisação até sexta (1º).

A Petrobras, informou que não há mais greve em 95% das unidades e que todas elas estão operando normalmente. “A gente operou dois dias em contingência. Não afeta absolutamente nada. A produção ficou normal, assim como o abastecimento”, destaca José Luiz Marcusso, gerente-executivo de recursos humanos da Petrobras.

O colegiado do Tribunal Superior do Trabalho ainda vai julgar esse caso. Se a ilegalidade da greve for mantida, o tribunal vai aplicar a multa no fim do processo.

Globo.com

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