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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Após ofensas a padre em áudio de WhatsApp, arquidiocese emite nota de solidariedade: 'Racismo é crime'


Padre Gilmar Assis recebeu apoio nas redes sociais após áudio com ofensas circular em app e nota de solidariedade da arquidiocese (Foto: Reprodução/ Facebook)



A Arquidiocese de Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador, divulgou uma nota de solidariedade ao padre Gilmar Assis, que foi vítima de injúria racial essa semana. O padre que já esteve à frente da paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Feira, está agora na cidade de Serra Preta, distante 150 km da capital baiana, onde assumiu a paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho há cerca de três meses. Ele também celebra missas em três igrejas da cidade e mais 40 comunidades da região, e ainda é professor de filosofia de uma faculdade particular no município.
No domingo (4), ele recebeu uma mensagem de áudio com ameaças e várias ofensas raciais. E a mensagem foi compartilhada diversas vezes nos aplicativos. “Tá sabendo que agora em Serra Preta na paróquia botaram um padre, um ‘negão embassado’? Não é porque é negão não, mas pense num padre burro, num animal”, diz o áudio compartilhado em um grupo do aplicativo.



Por meio da nota publicada na segunda-feira (5), a Arquidiocese se manifestou contra qualquer tipo de discriminação e preconceito, e lembrou que racismo é crime. Em conversa com o G1, na terça-feira (6), o padre disse que após ouvir o áudio tomou um susto e disse que não conhece a pessoa que falou.
Ainda por meio de nota, a Arquidiocese enfatizou que em um estado de direito democrático é inadmissível qualquer postura discriminatória. Recomendou ainda preces e orações para que as pessoas que “destilam ódio e preconceitos façam um caminho de conversão e de respeito ao ser humano”.
Uma campanha nas redes sociais também manifestou apoio ao padre. Por meio da hashtag #SomosTodosPadreGilmar, vários usuários acusam de injúria racial as ofensas contra o religioso.
O G1 entrou em contato com a delegacia da cidade nesta quarta-feira (7), que informou que o padre ainda não registrou o caso com a polícia. A equipe também tentou falar com o padre, mas não obteve contato.

G1

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