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segunda-feira, 5 de junho de 2017

TESTES COMPROVAM QUE VITILIGO PODE SER CURADO COM UMA PLANTA DO CERRADO


Medicamento é elaborado tanto na versão em gel quanto em comprimido (Foto: Paula Resende/ G1)




Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) buscou no cerrado a planta mama-cadela para formular um novo medicamento que promove a repigmentação da pele, pois o vitiligo não tem cura.
O produto, desenvolvido tanto para uso oral quanto para uso tópico, como gel e creme, está na fase final de elaboração, mas ainda não foi testado em humanos. Iniciada há cinco anos, a pesquisa tem o objetivo de validar cientificamente a utilização caseira da mama-cadela e evitar seu uso indiscriminado. “A planta é muito usada de forma empírica e indiscriminada, seja em forma de chá, com o vinho e diversos outros tipos de preparação. Dependendo da dose pode levar à intoxicação hepática, do fígado, e a queimaduras”, explica o coordenador da pesquisa, professor Edemilson Cardoso da Conceição.




Pacientes confessam que, para combater o avanço do vitiligo, já fizeram receitas caseiras com mama-cadela por recomendação de conhecidos. “Se me mandassem pular no buraco que sarava, eu pulava. Era doida para ser curada. Eu já até queimei a perna com uma creme misturado com mama-cadela”, afirma a diarista Eva.

Outros medicamentos à venda no mercado usam extratos similares ao da mama-cadela, mas são resultantes de síntese química. De acordo com o professor, a diferença é que a nova formulação tem origem natural, à base de extratos retirados da entrecasca da raiz do vegetal.
Além de desenvolver o medicamento, os pesquisadores também se preocupam com a viabilidade agronômica, pois é um trabalho “multidisciplinar”. “O cerrado está sendo destruído de forma indiscriminada e a mama-cadela é uma planta silvestre. Temos que fazer a domesticação com o manejo agronômico para não causar prejuízo ao bioma, explorar o cerrado de forma racional, não destrutiva”, ressaltou Edemilson.

Atualmente, seis pessoas participam da pesquisa farmacêutica da UFG, financiada pelo governo federal. Entre elas está a mestranda Mariana Cristina de Moraes, que também possui vitiligo. “Quando vim fazer o mestrado fui encaminhada para esta pesquisa. Eles não sabiam que eu tinha a doença. É muito gratificante. Trabalho de corpo e alma. Além do título de mestre, tenho a motivação maior de tentar aumentar a qualidade de vida de outros pacientes”, ressalta a farmacêutica.

G1

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