O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a abertura de um processo que investigará a causa da troca do delegado da Polícia Federal (PF), que atuava nas investigações das fraudes contra o INSS, em especial, contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O ministro é o relator da ação no Supremo e considerou insuficientes as explicações da força policial para a substituição do agente responsável desde as ações iniciais da CPMI do INSS.
Ele também tem mostrado preocupação com possíveis interferências nas investigações em que o filho do presidente Lula (PT) é citado.
Diante dos recentes movimentos, Mendonça deve aumentar o rigor no compartilhamento de informações no inquérito do INSS, restringindo o acesso a dados e blindando os autos para evitar pressões políticas.
O ministro já adota como padrão a técnica de compartimentação de informação nos processos nos quais é supervisor. O objetivo é proteger as informações e evitar vazamentos ao permitir que apenas investigadores diretamente ligados às diligências tomem conhecimento dos dados.
O relator deve passar a cuidar de forma mais próxima das investigações da PF.
Lideranças da oposição, como o presidente da CPMI, Carlos Viana (PSD-MG), e o relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), se manifestaram repudiando a iniciativa da corporação e pediram explicações ao chefe da PF, Andrei Rodrigues, sobre a decisão.

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