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| Foto Bahia Acontece |
Ser o estado onde mais pessoas morrem de forma violenta no Brasil não é o único desafio da Bahia. O estado também é um dos lugares onde há menor chance de um homicídio ser esclarecido. Entre 2020 e 2023, apenas 14% dos assassinatos resultaram em denúncia apresentada pelo Ministério Público, o segundo pior índice do país, à frente apenas do Rio Grande do Norte, segundo o estudo Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil, do Instituto Sou da Paz (Sou), divulgado nesta quarta-feira (8).
Um dos casos que simbolizam esse cenário é o um crime, seguido de um mistério, que completa nesta quinta-feira, 9,1.306 dias sem solução. Em 11 de dezembro de 2022, Rodrigo da Silva Santos, de 33 anos, o "DG Rifas", e a mulher, Hynara Santa Rosa da Silva, 39, a "Naroka", foram assassinados com vários tiros dentro de um condomínio em Barra de Jacuípe. O casal era dono de uma empresa de rifas – eles eram também influenciadores digitais. Apesar da repercussão nacional e das sucessivas diligências da Polícia Civil, a investigação segue sem um desfecho.
Outro caso emblemático é o do estudante Micael Silva Menezes, de 11 anos, baleado durante uma operação da Polícia Militar no Vale das Pedrinhas, em Salvador, na noite de 14 de junho de 2020. Segundo a família, o menino tentava se proteger quando os policiais chegaram atirando. De acordo com o Instituto Odara, organização que acompanha familiares de vítimas da letalidade policial, o caso foi tratado inicialmente como morte decorrente de intervenção policial e só passou a ser investigado como homicídio em 2024, por determinação do Ministério Público. Ainda assim, o inquérito acabou arquivado por falta de provas, já que moradores da região não prestaram depoimento por medo de represálias.














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