Três montanhistas morreram na Indonésia após a erupção do vulcão Monte Dukono, na ilha de Halmahera. Dois eram estrangeiros e um morador de Ternate. Outras 10 pessoas permanecem desaparecidas, enquanto sete escaparam. As buscas ocorrem em uma área com acesso proibido desde o mês passado, quando cientistas detectaram acentuação da atividade do vulcão.
As equipes de resgate, mobilizadas de prontidão, enfrentam terreno acidentado.
O acesso de veículos fica limitado a um ponto, e os feridos precisam ser transportados em macas pelo trajeto restante. Ainda assim, estrondos da erupção são ouvidos e atrasam as operações, segundo o porta-voz Abdul Muhari, da BNPB.
A diretora da Agência Geológica, Lana Saria, informou que a erupção da madrugada gerou uma coluna de fumaça que alcançou 10 mil metros de altura. O vulcão Dukono está no terceiro nível de alerta, dentro de um sistema de quatro, e autoridades repetem a recomendação de manter distância do pico Malupang Warirang.
Desde dezembro, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos entrou com a orientação para que turistas e montanhistas não se aproximem a menos de quatro quilômetros da cratera. Segundo autoridades, alguns montanhistas desconsideraram as placas de advertência, aumentando os riscos para público e equipes de resgate.
A operação segue com a BNPB destacando que o terreno montanhoso limita o trabalho de resgate e que o trajeto exige esforço em meio a relatos de novos ruídos da atividade vulcânica. Equipes trabalham para localizar os 10 desaparecidos e auxiliar os feridos, com apoio de programas de monitoramento geológico.
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De acordo com as autoridades, sete montanhistas conseguiram descer a montanha em segurança, enquanto cinco sofreram ferimentos.
O porta-voz da agência indonésia de gestão de catástrofes (BNPB), Abdul Muhari, disse num comunicado que equipas conjuntas de busca e salvamento mantinham as operações de varrimento e evacuação da zona montanhosa, apesar do agravamento da atividade do vulcão.
Erlichson Pasaribu explicou que a operação de resgate decorria num terreno acidentado, onde o uso de veículos era limitado, obrigando ao transporte de vítimas em macas.
“Ainda se ouvem estrondos da erupção, o que torna a evacuação [da zona em perigo] mais lenta”, afirmou.
A erupção ocorreu ao início da manhã (hora local), projetando uma coluna de fumo e cinzas que atingiu os 10 quilómetros de altitude, segundo Lana Saria, da agência nacional de geologia.
As autoridades alertaram as zonas residenciais e a cidade de Tobelo para o risco de chuva de cinzas, que pode ser prejudicial à saúde e afetar os transportes.
O monte Dukono encontra-se atualmente no nível três de alerta (numa escala de quatro).
Desde dezembro que o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos recomenda que não se ultrapasse um raio de quatro quilómetros em redor da cratera Malupang Warirang.
Segundo o chefe da polícia local, os pedestrianistas teriam ignorado os avisos colocados no início do trilho e os alertas nas redes sociais.
“Muitos são turistas estrangeiros que pretendem criar conteúdos [para as redes sociais]”, referiu Pasaribu.
A Indonésia regista uma atividade sísmica e vulcânica frequente por se situar no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma zona de colisão de placas tectónicas.
BA via Primeiro Jornal / Jovem Pan / Correio do povo

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