Sucesso foi ver as cantoras Jennifer Lopez e Cláudia Leitte numa tabelinha que, se dependesse de forma física, poderia durar 90 minutos e prorrogação - o rapper americano Pitbull completou o trio. Mas a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, ontem, no Itaquerão, “escondeu” o que deveria ter sido seu grande ato.
Na apresentação de cerca de meia hora, o
pontapé inicial dado por um jovem paraplégico que usava um exoesqueleto
criado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis passou
despercebido.
A transmissão ao vivo do
estádio estava focada nos artistas e perdeu o momento do chute dado por
Juliano Pinto, apoiado na estrutura metálica que reagia a comandos do
cérebro, como andar e chutar. Além disso, o “gol da ciência” aconteceu
na lateral do campo, fora do olhar da maioria. Gol contra da
organização.
A cerimônia, que exaltou o Brasil através da
natureza, da cultura e do futebol, teve outra peculiaridade: temendo
vaias, a presidente Dilma Rousseff não fez o tradicional pronunciamento
de abertura.
CORREIO

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