Morador da zona rural de Irecê (BA), o pai começou a estranhar o comportamento da filha, que passou a usar roupas longas mesmo com temperaturas de quase 40 graus.
A mãe da jovem confirmou a suspeita: ela estava sendo agredida pelo marido.
Ao confrontar o genro, este admitiu ter dado "um tapa no rosto para ela aprender a respeitar um homem".
A reação do pai:
Tomado pela indignação, o lavrador amarrou o agressor e aplicou cerca de 80 chibatadas. Segundo relatos, só parou quando a faca quebrou.
O depoimento que marcou o júri:
"Elemento ruim, covarde. Como você bate na filha de um homem? Uma filha que eu criei nos braços, dei amor, para você fazer isso? Agora você vai sentir a dor que ela sentiu."
"Ele é bom pra bater em mulher. Eu só queria fazer ele sentir o que é apanhar em situação de desvantagem. Se fosse pra matar, tinha feito e largado na estrada. Deixa eu sair pra cuidar das minhas filhas e esposa. Mas se for pra pagar, tô aqui pra pagar."
A decisão:
Os jurados reconheceram unanimemente que ele não teve intenção de matar e que agiu para proteger a filha, vítima de violência doméstica.
Absolvição por unanimidade.
Reflexão jurídica importante:
Embora o júri tenha absolvido considerando o contexto emocional e proteção familiar, é fundamental lembrar: fazer justiça com as próprias mãos continua sendo crime.
O caminho legal é:
✅ Medida protetiva de urgência
✅ Boletim de ocorrência
✅ Ação penal contra o agressor
✅ Acompanhamento da rede de proteção
A violência nunca é a solução — mesmo contra violentos.
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