Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (INEP), e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão de vagas. O balanço de resultados do exame foi divulgado, em Brasília, nesta segunda-feira (19).
O Enamed é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Segundo o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegarem ao mercado de trabalho para atender o público, apenas 67% tiveram resultado proficiente, ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.
Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.
Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados no setor público federal e estadual.
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas à penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira (19), o ministro Camilo Santa informou que das 107, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
Com informações da assessoria
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