Um policial militar de folga morreu após ser baleado por colegas na madrugada desta quinta-feira (29), em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Antes disso, segundo a investigação, ele matou um homem usuário de drogas durante uma confusão iniciada em uma adega da cidade.
Câmeras de segurança mostram o momento em que o PM Elias Fernandes chega ao estabelecimento por volta das 3h23 da madrugada e cumprimenta pessoas que estavam no local.
Cerca de meia hora depois, ele ainda permanecia na adega e aparentava estar alterado. Uma funcionária chegou a aconselhá-lo a ir para casa descansar.
Em seguida, Elias foi até uma viela ao lado da adega. De acordo com a Polícia Civil, ele discutiu com um usuário de drogas em frente a uma casa usada para consumo de entorpecentes e efetuou dois disparos, que atingiram o braço do homem.
Vizinhos acionaram a Polícia Militar. Pouco depois, três viaturas de dois batalhões diferentes chegaram ao local. Ainda segundo a investigação, no momento da abordagem, Elias fez novos disparos, atingindo fatalmente Alexandre Gomes Vieira, dependente químico.
Os policiais que chegaram à ocorrência reagiram sem saber que se tratava de um colega de farda. Imagens de câmeras de segurança e das body cams dos PMs registraram o confronto. Durante a troca de tiros, os policiais precisaram se proteger enquanto eram alvos dos disparos feitos por Elias.
“O que podemos afirmar, com base nos depoimentos e nas imagens, é que ele efetuou disparos no momento em que os policiais chegaram”, afirmou o delegado Marcelo do Prado, responsável pelo caso.
Alexandre Gomes Vieira e o PM Elias Fernandes chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital.
Ao todo, mais de 30 tiros foram disparados durante a ocorrência. Elias chegou a descarregar a própria pistola e acabou sendo atingido por tiros de fuzil.
Por uma coincidência trágica, o policial foi morto por colegas do mesmo batalhão em que atuava, em Carapicuíba. Para a Polícia Civil, não houve excesso por parte dos seis policiais envolvidos.
“No momento em que ele atira, praticamente todos reagem. Houve uma reação proporcional e individualizada”, explicou o delegado. Segundo ele, a conduta do policial morto foi considerada grave e não havia outra alternativa diante da ameaça.
Fonte SBT NEWS


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