| Coluna de fumaça em Caracas (Redes Sociais) |
Na madrugada do sábado, 3, as forças militares dos Estados Unidos lançaram um ataque contra vários locais da Venezuela, incluindo a capital, Caracas, e outras cidades nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Colunas de incêndio foram vistas nestes locais, ao menos sete explosões ouvidas pela população de Caracas e bases militares atacadas, conforme relatos das agências internacionais de notícias.
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Em mensagem pelas redes sociais, o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a ação militar e disse ter capturado Nicolás Maduro, mandatário venezuelano, e sua esposa. Eles foram levados para fora do país em um avião. O destino, porém, não foi informado.
A escalada de tensão entre as duas nações se ampliou nos últimos meses. Trump acusa o governo de Maduro de conivência e apoio aos cartéis de drogas; já o presidente venezuelano diz que os norte-americanos desejam controlar as reservas petrolíferas e de minerais do país.
REAÇÕES
Em um comunicado, o governo venezuelano confirmou o ataque e disse que “rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos”.
Aponta, ainda, que o ato constitui “uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”.
Ainda segundo o governo da Venezuela, com o ataque os Estados Unidos objetivam se apoderar de recursos estratégicos, “em particular do petróleo e dos minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação”.
O comunicado cita ainda que “o povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular, militar e policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz apresentará as correspondentes denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e a responsabilização do governo dos Estados Unidos”.
Nicolás Maduro discursa à população venezuelana (foto: Embaixada Venezuelana na Áustria)
Na tarde do sábado, 3, às 13h (horário de Brasília), haverá uma coletiva de imprensa do governo norte-americano para explicar a ação realizada na Venezuela.
Pelas redes sociais, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu que se convoque uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA). A Colômbia faz fronteira com a Venezuela.
Até às 8h do dia 3, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não havia se manifestado sobre o ocorrido na Venezuela.
Nicolás Maduro está em seu terceiro mandato como presidente da Venezuela. Sua reeleição em 2024 foi marcada por polêmicas sobre a transparência do processo eleitoral. A oposição, representada pelo candidato Edmundo Gonzáles Urrutia, apresentou recontagem de votos, comprovando ter vencido o pleito, enquanto Maduro não comprovou a vitória. A posse ocorreu em 10 de janeiro do ano passado e muitas nações não o reconheceram como vencedor, sendo tratado, desde então, por grande parcela de líderes mundiais e da opinião pública, como um ditador.
(Com informações de Agências Internacionais)
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