O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova política que estabelece critérios unificados para a participação na categoria feminina dos Jogos Olímpicos. A medida prevê que a elegibilidade será definida por meio de um teste genético específico.
Segundo o COI, atletas que desejarem competir em provas femininas deverão realizar exame para identificação do gene SRY, utilizado como referência para determinar características biológicas relacionadas ao desenvolvimento sexual.
A entidade afirma que a decisão foi baseada em evidências científicas e tem como objetivo criar uma regra global, substituindo o modelo anterior, no qual cada federação internacional definia seus próprios critérios.
A mudança ocorre sob a gestão da nova presidente do COI, Kirsty Coventry, que assumiu o cargo em 2025 e defende uma abordagem mais uniforme para o tema.
De acordo com a dirigente, a medida busca garantir equilíbrio competitivo e segurança nas disputas, especialmente em modalidades onde diferenças físicas podem impactar diretamente o desempenho.
As novas regras não terão efeito retroativo e não se aplicam ao esporte amador ou de base.
Até então, atletas transgênero podiam participar dos Jogos Olímpicos desde que atendessem às normas estabelecidas por suas respectivas federações esportivas.
Casos como o da levantadora de peso Laurel Hubbard, que competiu nos Jogos de Tóquio, marcaram o debate internacional sobre inclusão e critérios de elegibilidade no esporte.
A discussão também ganhou força em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o presidente Donald Trump adotou medidas restritivas à participação de atletas trans em competições femininas, ampliando o debate global sobre o tema.
Com a nova diretriz, o COI busca estabelecer um padrão único para futuras edições dos Jogos Olímpicos, incluindo os preparativos para Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028

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