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Guerra no Oriente Médio faz preço do diesel subir até R$ 0,80 em distribuidoras da Bahia e de outros estados



O preço dos combustíveis começou a subir em parte do Brasil em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Segundo levantamento divulgado pela imprensa nacional, distribuidoras já aumentaram os valores repassados aos postos, com alta de até R$ 0,80 no litro do diesel em alguns estados, incluindo a Bahia.

De acordo com o Sindicombustíveis Bahia, uma distribuidora realizou reajustes entre quarta e quinta-feira (5 e 6), elevando R$ 0,30 no preço da gasolina e até R$ 0,80 no diesel vendido aos postos.

Relatos de aumento também foram registrados em estados como Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Já em Santa Catarina, representantes do setor informaram que ainda não houve reajuste nas distribuidoras.


Apesar disso, a Petrobras afirmou que não anunciou novos aumentos nos combustíveis. A última alteração ocorreu em 26 de janeiro, quando a estatal reduziu em 5,2% o preço médio da gasolina vendida às distribuidoras, que passou para R$ 2,57 por litro.


A escalada dos preços está ligada à valorização do petróleo no mercado internacional desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O barril do tipo Brent crude oil chegou a subir 10% em um único dia, atingindo cerca de US$ 80, e depois avançou novamente para US$ 93 em contratos futuros.



Um dos fatores que pressiona os preços é a tensão no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa entre 20% e 25% de todo o petróleo comercializado no mundo.


Mesmo que o Brasil não importe petróleo dessa região, a cotação internacional influencia diretamente os preços internos.


Especialistas avaliam que a Fundação Getulio Vargas aponta que a combinação de alta do petróleo e do dólar pode pressionar novos reajustes, embora a Petrobras ainda esteja analisando o cenário antes de qualquer decisão.


A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a empresa acompanha o mercado diariamente e adota cautela para evitar repasses imediatos que possam gerar instabilidade para os consumidores

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