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Com rendimento de mais de 117.000, desembargadora diz que vive em situação de regime de escravidão

 



A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), fez um desabafo sobre a situação financeira da magistratura, durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal, logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) limitar as verbas indenizatórias, conhecidas como "penduricalhos", para magistrados e integrantes do Ministério Público. “Hoje a gente vive uma tensão enorme, porque não teremos, em algum tempo, como pagar nossas contas. Colegas estão deixando de frequentar gabinetes de médicos porque não vão poder pagar a consulta, outros estão deixando de tomar remédios”, disparou a desembargadora.


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"Daqui a pouco a gente vai estar no hall daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão", completou. De acordo com o Portal da Transparência, Eva do Amaral recebeu, em março de 2026, remuneração bruta de R$ 117.863,72. Após descontos, o valor líquido foi de R$ 91.211,82, segundo apuração do g1.


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