Depois de sofrer acusações de que seus comentários
podem ter ajudado a estimular o linchamento de uma dona de casa em
Guarujá, a jornalista Rachel Sheherazade, do SBT, afirmou que condena
justiçamentos e diz que "é leviano" atribuir a ela a culpa pela
violência no país.
Em fevereiro, Rachel causou polêmica ao dizer que
compreendia as pessoas que amarraram um assaltante a um poste no Rio de
Janeiro. Foi acusada de defender justiceiros e o caso é investigado pelo
Ministério Público Federal, que apura se houve incitação ao crime.
Com o linchamento da dona de casa no litoral paulista, Rachel passou a ser questionada por internautas em redes sociais. Ela também foi alvo de um comentário do jornalista Ricardo Boechat, que não a citou, mas deu uma alfinetada na colega de profissão. "Esse crime, minha gente, tem tanta responsabilidade o autor do boato espalhado pela internet [...] quanto pessoas que mesmo em emissoras de TV estimulam a cultura da 'justiça com as próprias mãos'", comentou Boechat.
Com o linchamento da dona de casa no litoral paulista, Rachel passou a ser questionada por internautas em redes sociais. Ela também foi alvo de um comentário do jornalista Ricardo Boechat, que não a citou, mas deu uma alfinetada na colega de profissão. "Esse crime, minha gente, tem tanta responsabilidade o autor do boato espalhado pela internet [...] quanto pessoas que mesmo em emissoras de TV estimulam a cultura da 'justiça com as próprias mãos'", comentou Boechat.
Neste sábado (10), ela comentou o caso pela primeira vez, para a coluna
de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. "O justiçamento é uma prática
abominável de aplicação de penas de tortura e/ou morte, ao arrepio das
leis e do Direito. Esse ato medonho sempre acompanhou a história da
humanidade. Há relatos de justiçamento desde os primórdios das
civilizações. Essa prática não é exclusividade do nosso tempo nem do
nosso país", diz a jornalista.
Rachel diz que linchamentos e atos similares não passaram a acontecer mais depois de seu comentário. "Após a repercussão do caso do menor infrator preso ao poste, a imprensa passou a noticiais mais casos semelhantes", acredita.
"A tentativa de atribuir ao meu comentário a responsabilidade pela violência crônica e endêmica que vive nosso país é no mínimo leviana. Como jornalista cabe a mim noticiar os fatos. Como comentarista, analisá-los sob meu ponto de vista. E o meu direito a opinião é garantido pela Constituição Federal", diz ainda. "Não me cabe a responsabilidade pela falta de segurança no país, pelo sucateamento da polícia, pela morosidade da Justiça, enfim, pela sensação de impunidade e impotência que espalha o medo e o desespero entre a população".
Rachel diz que linchamentos e atos similares não passaram a acontecer mais depois de seu comentário. "Após a repercussão do caso do menor infrator preso ao poste, a imprensa passou a noticiais mais casos semelhantes", acredita.
"A tentativa de atribuir ao meu comentário a responsabilidade pela violência crônica e endêmica que vive nosso país é no mínimo leviana. Como jornalista cabe a mim noticiar os fatos. Como comentarista, analisá-los sob meu ponto de vista. E o meu direito a opinião é garantido pela Constituição Federal", diz ainda. "Não me cabe a responsabilidade pela falta de segurança no país, pelo sucateamento da polícia, pela morosidade da Justiça, enfim, pela sensação de impunidade e impotência que espalha o medo e o desespero entre a população".
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