
Dirigentes de vários sindicatos que representam os servidores públicos do Estado realizaram um panelaço em frente ao prédio da Governadoria para exigir abertura de negociação por reajuste salarial. O movimento teve como um dos organizadores a nova Federação criada por sete entidades representativas de funcionários estaduais, a FespeBahia.
Além de diretores do Sindsefaz, participaram do protesto o Sinpojud, APLB Sindicato, Sindpoc, Andes Sindicato Nacional, Sindsaúde, Adufs, Adusb, Adusc, Aduneb, Sintest, CNTS, Fórum das ADS, Fórum do Técnicos UEBA e Sinsppeb. O movimento contou com o apoio da CTB e da CNTS.
O movimento, ocorrido na última quarta-feira, 6/4, foi um aviso ao governo do Estado, de que os servidores não aceitarão a continuidade da política de massacre patrocinada nos últimos oito anos, que deteriorou a vida dos trabalhadores, com enormes perdas. Nesse período, assistimos a uma brutal redução dos gastos da Bahia com o funcionalismo, chegando à menor relação histórica entre a Despesa Total de Pessoal e Receita Corrente Líquida (DTP/RCL), em 35,5%, em setembro de 2022.
Em dezembro de 2022 a relação DTP/RCL subiu 0,4% e ficou em 36,2%. Mesmo assim, esse percentual é muito abaixo do que era praticado nos piores momentos do governo Paulo Souto (2003-2006), de triste memória, que ficava próximo de 40%. A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que o limite prudencial a ser praticado pelo executivo é de 46,17%.
Salvador, 06 de abril de 2023 | Boletim 2749
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