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Aprovada nova lei que pode condenar jornalistas que divulgar desinformação e fake news a 3 anos de prisão na Truquia

 


O parlamento turco aprovou nesta quinta uma lei proposta enviada pelo presidente Recep Tayyip Erdogan que pode condenar a três anos de prisão jornalistas e usuários das redes sociais que espalharem desinformação.

O partido de Erdogan contou com a ajuda de aliados nacionalistas para formar a maioria na votação. Opositores, países europeus e ativistas dizem que a proposta pode cercear a liberdade de expressão.

A lei diz que aqueles que compartilharem informações falsas sobre a segurança do país para "criar medo e desordem pública" podem pegar de 1 a 3 anos de prisão.

Críticos dizem que não há uma definição clara sobre o que seria falso ou informação enganosa, deixando espaço para abuso de autoridade de tribunais que têm abafado a dissidência em anos recentes.



O partido de Erdogan defende o projeto e afirma que a ideia não é silenciar a oposição.


A preocupação com a liberdade de imprensa cresceu na Turquia ultimamente. O país vai ter novas eleições para presidente e para o legislativo no ano que vem e o apoio a Erdogan e seu partido vem caindo desde a última votação.


No último ano a Turquia sofreu com a desvalorização de sua moeda e com a maior inflação desde 1998. O tema é delicado a menos de um ano da eleição presidencial prevista para junho de 2023. A oposição e vários economistas acusam o Escritório Nacional de Estatísticas de subestimar em mais da metade a alta do índice de preços ao consumidor.



Durante a sessão que aprovou a lei, um parlamentar apoiador de Erdogan negou que a intenção seja de censura. "A expressão de opiniões críticas que não ultrapassam os limites não são consideradas crime", afirmou ele.


Por outro lado, opositores criticaram a proposta. "Vocês estão trazendo a lei da censura antes das eleições de 2023 para silenciar a voz da oposição", disse Hakki Saruhan Oluc, que integra um partido de oposição.


Em 2020, a Turquia já tinha aprovado uma lei para controlar as redes sociais no país.


G1


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